A história emocionante de uma paciente de câncer que teve o Crochê como um forte aliado para sua recuperação.

agnes1A sentença de morte para quem é surpreendido com um diagnóstico de câncer é superada a partir de relatos de pessoas que ficaram boas e levam uma vida normal – até mesmo melhor – depois de curadas. O impacto é aterrorizante e muitos falam do filme da vida que vem na mente, os desejos não realizados, os projetos de vida deixados para depois.  Mas, para muitos que têm fé, condições de bancar e levar o tratamento a sério; e têm o apoio que necessita, não só assistência médica, mas da família e amigos, fazem da trajetória da cura uma descoberta para uma nova vida e são exemplos para quem acha que não tem jeito e perde a esperança.qui,io

A história a seguir é de uma amiga de Escola Doméstica que descobriu um forte aliado, um companheiro para seu tratamento e, já se prepara,  para, agora na fase de controle, empreender na área do artesanato, graças à sua coragem e resiliência.

Para a corretora de imóveis, Agnes Dieb Ubarana, 55 anos, divorciada,  mãe de Bárbara, 30, e Ari Filho, 27,  foi bem assim. Após o anúncio do médico responsável pelos exames e à perspectiva do tratamento a ser enfrentado para a retirada dos linfonodos de sua mama direita, ela pensou no desejo de lutar para ficar boa, sem pensar nos males da doença. “Isso fez uma diferença muito grande, pois sentimentos negativos não me deixaram ficar triste e nem revoltada”, conta.

Durante o tratamento, apesar de tortuoso, Agnes nunca deixou se abater pela depressão. Iniciou o ciclo da quimioterapia, depois veio a cirurgia e, por último, a radioterapia, totalizando um ano da fase mais pesada do tratamento. Todo o processo foi acompanhado pela mastologista  Ana Susy de Góis Cruz, além de uma equipe médica super empenhada na resposta positiva do seu organismo frente às sessões semanais ou mensais de medicação.  “Sou muito grata à minha irmã Adélia e aos meus filhos que não me deixaram sozinha por um segundo. O amor é o melhorremédio nesses momentos”, desabafa.

Agnes e seu filho Ari. Emoção na parceria da cabeleira raspada.

Agnes e seu filho Ari. Emoção na parceria da cabeleira raspada.

Um dos momentos mais marcantes para a maioria dos pacientes que se submetem à quimioterapia é a perda dos cabelos, mas Agnes encarou com naturalidade.  “Comigo não foi diferente, quando me disseram que iria cair, antecipei e raspei logo a minha cabeça e, para minha surpresa, meu filho raspou também a dele para me encorajar e fazer companhia”.

Mas, entre tantas fases a serem vencidas, precisava ocupar a cabeça com alguma coisa que a deixasse bem, com pensamentos positivos. Ela fazia questão de preparar sua própria alimentação, pois assim trabalhava com a cabeça e as mãos, já que não podia sair de casa devido ao tratamento.

primas

As ‘Diebs’: Yamna, Agnes, Adélia, Angela, Ana Helena e Tueta.

E nesse tempo de reclusão, envolta pelas lembranças de sua mãe, veio o crochê. “Entre meus 7 a 8 anos, ela me ensinou a brincar de fazer o trabalho manual. Contava os pontinhos e fazia as peças para orgulho e descanso dela, me entretia” relata.  Era uma forma que Dona Marili encontrava de deixar a menina quieta.  O crochê também foi disciplina na Escola Doméstica, na 5ª série, quando tinha uns 11 anos,  recorda com muito orgulho que, à época, até ensinava  às colegas o jeito simples de fazer. Hoje, apesar de a mãe estar ausente, o crochê voltou à cena, agora, protagonista de uma história de superação. “Ele foi e é meu elixir. Nas salas de espera das quimioterapias, na recepção das clínicas dos médicos, em casa, e nas reuniões semanais entre ‘As Diebs’ – um grupo formado por primas que mesmo antes da minha doença, se reunia para conversar -, o crochê é  o destaque” conta.

Nessa nostalgia reencontrou a agulha e a linha e iniciou sem pretensão, a produção das peças. Sapatinhos para bebês, blusas e panos de mesa já recebiam muitos elogios da família que a encorajava.  E foi nos preparativos para o natal e com o desejo de presentear a sobrinha  Marina, que encarou seu primeiro desafio. “Fiz três vezes uma saída de banho para acertar” relatou Agnes. ‘Ficou muito bonito e aprovado por todos e por Marina”, finalizou.  Depois, a produção cresceu e fez a artesã acreditar que um ponto é capaz de desfazer os nós que tentam povoar em nossas mentes.

Assim,  Agnes que atualmente está encerrando o ciclo de vitaminas injetáveis, irá continuar o tratamento via oral por cinco anos e também faz planos para se aperfeiçoar à técnica do crochê. Ela já enxerga a atividade como uma fonte para sua subsistência e também para suas novas amizades feitas a partir do trabalho.  Já está se profissionalizando através de um curso do Sebrae no qual deverá abrir portas para comercializar as peças. Agnes  também sentiu a necessidade de fazer seu perfil nas mídias sociais e, aos poucos, vai expondo o seu material  feito com muito amor e responsável  pela sua recuperação.

Mas, a lição que tiramos dessa história de Agnes é que não sabemos da força e da capacidade que temos frente à uma situação, estamos sempre nos descobrindo e nos reinventando a partir de uma mudança que muitas vezes atropelam a  vida em um segundo, a partir de um resultado de um exame.  E o autoconhecimento é um ponto destacado por essa amiga que, no silêncio entre  fazer um ponto de crochê construiu uma parceria que a motivou a continuar seus sonhos e a alegria de viver, fora a fé em Deus, ponto de partida para tudo em sua vida.

Contato para encomenda:

Instagram @agnesdieb

Facebook  Agnes Dieb Ubarana

Contato:  99987 9870

 

 

 

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