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‘Direito ao Cinema da Estácio’ debate preconceito racial #coisadepreto

Nos últimos dias repercutiram nas redes sociais um vídeo com comentários pessoais do jornalista William Waack e o preconceito racial ganhou espaço e destaque com a tag #coisadepreto. Diante da polêmica e da necessidade de ampliar a discussão do tema, o projeto Direito ao Cinema da Estácio, exibe o longa “Estrelas Além do Tempo” – chamado de Hidden Fugures originalmente. A sessão é gratuita e ocorrerá neste sábado (18), às 9h, na Estácio Alexandrino.

O filme, indicado ao Oscar de Melhor Filme, dirigido e escrito por Theodore Melfi, é baseado no livro homônimo de Margot Lee Shetterly. Um drama biográfico norte-americano que se passa em 1961 e conta a história de três matemáticas negras da NASA – discriminadas pela etnia, apesar da competência.

“Para nós, ‘coisa de preto’ é ser peça decisiva na corrida espacial americana e ser fundamental para o desenvolvimento de muitas tecnologias que tanto nos auxiliam hoje em dia”, comenta sobre o filme o coordenador do projeto Direito ao Cinema, Luiz Felipe Pinheiro Neto. Estarão presentes para o debate após a exibição, a professora de Letras Português Julianny Katarine e a advogada Juliete de Abreu.

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Crônica de Jomar Morais sobre ‘A morte da cultura’, do filósofo José Ramos Coelho, lançada hoje no Sapiens.

Transcrevo de Jomar Morais, jornalista e editor do Planeta Jota, crônica sobre a publicação ‘A Morte da Cultura’ do filósofo e doutor em Psicologia Clínica José Ramos Coelho que será lançada nesta sexta-feira, 10, no Sapiens e já disponível no Livreiro Sapiens

Uma palavra vagueia pelos caminhos em que transitam as pessoas e as afligem com insegurança, medo, angústia e ansiedade: crise! Na tentativa de exorcizá-la, economistas esgrimem com números, políticos com discursos, cientistas e técnicos com invenções, médicos com drogas, psicólogos com terapias… E, no entanto, o mal-estar individual e coletivo prossegue ampliando-se no compasso das conquistas tecnológicas e da expansão do bem-estar material, em contradição com as crenças de uma sociedade racional e pragmática.

É difícil, talvez impossível, diagnosticar-se com precisão os problemas subjacentes de um sistema quando se faz parte dele ou quando se usa para isso instrumentos e critérios predestinados a validá-lo. Saltar para fora, instalar-se em outra perspectiva ou, no mínimo, expandir a observação restrita a segmentos, relacionando-os ao conjunto, são atitudes indispensáveis para não nos perdermos em delusões, isto é, no labirinto das construções mentais que mascaram a realidade e perpetuam nossos enganos.

O filósofo e doutor em Psicologia Clínica José Ramos Coelho, ao que parece, acaba de realizar essa proeza.

Numa época em que muitos falam de crises a partir de perspectivas setoriais – sejam a econômica ou a politica, a moral ou a psicológica -, Ramos Coelho nos leva a enxergar a dimensão mais ampla e mais profunda de uma situação que se manifesta por múltiplos sintomas. A crise é a de um modelo civilizatório que se exauriu, ele argumenta em seu novo livro A Morte da Cultura – Um diagnóstico de duas patologias da civilização, que será lançado nesta sexta-feira, 10, no Sapiens.

O modelo em xeque é o greco-romano, que moldou as sociedades humanas no ocidente, cuja eficácia desmoronou ante a hipertrofia do dinheiro, o grande colonizador de todos os aspectos da vida social e vírus que adoeceu e praticamente matou as culturas em sua função de promover a homeostase social, o equilíbrio interno que mantém a vida saudável em meio às alterações do ambiente. As epidemias de ansiedade e depressão, assim como os espamos de violência social, não seriam mais que sintomas dessa falência e da perda de significados.

Para o autor de A Morte da Cultura, o “programa da racionalidade” promoveu rupturas decisivas na comunicação e interação entre as pessoas. Trata-se de um processo que tem origem na linguagem, sobretudo, na escrita, que implantou a supremacia dos raciocínios em detrimento da realidade e, ao tornar obsoleto o cultivo da memória do saber nas relações interpessoais, abriu caminho para a insensibilização das relações humanas e à petrificação de corações e almas.

O dinheiro surge como a segunda grande ruptura ou patologia, ao alterar o sentido das coisas e a relação entre pessoas e mercadorias. Se todas as coisas podem ser permutáveis em dinheiro, perdendo seu valor de uso para serem apenas instrumentos de lucro, tem-se aí a interdição da satisfação das necessidades básicas e naturais do ser humano. O dinheiro passa a ser a medida de todas as coisas, inclusive a do homem. E a compulsão por trabalho para gerar riqueza (mais dinheiro) conduz àquilo que o autor chama de “polematação” do homem, ou seja, sua coisificação, sua transformação em mercadoria através dos modos de produção e consumo inspirados pelo capital.

Em sua análise, Ramos Coelho esmiúça a mitologia da pós-modernidade, investe sobre o papel do marketing e da publicidade na armadilha de humanizar as coisas enquanto expropria e sequestra a humanidade dos homens e faz-nos ver o óbvio ocultado pela ilusão: “O hábito de lidar com o dinheiro intoxica o pensamento, o sentimento e as ações humanas, tornando o usuário desta tecnologia em seu dependente e servo inconsciente”.

Mas, se já não é possível – nem recomendável – retroceder à oralidade da comunicação e nem à economia dos escambos, o que fazer para curar as feridas abertas pela enorme defasagem entre um excesso de ciência e de eficácia técnica e um déficit de ética e de valores?

A saída, para Ramos Coelho, está em um retorno à homeostase global mediante o cultivo de valores autênticos que expressem a natureza humana. Se a hipertrofia do capital devora todos os recursos do planeta e se as línguas e culturas hegemônicas promovem etnocídios e genocídios, destruindo a diversidade, a solução que se faz necessária passa pelo estabelecimento de um novo ideal de excelência que inclua a sabedoria e a compaixão.

Em termos políticos, isso abre espaços para, por exemplo, a alternativa de um “anarquismo dadivoso”, baseado em uma ideologia e estruturas que privilegiem a dádiva e não a acumulação, como propõe o autor de A Morte da Cultura. No âmbito da filosofia, das religiões e das artes, estimula nossos passos através dos portais da ação generosa, que dissolve o egoísmo, e da contemplação, que elimina a ignorância.

Em outras palavras, uma solução duradoura nos conduzirá, inevitavelmente, ao resgate da mística a fim de equilibrar a racionalidade.

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Música, artesanato, oficina de mosaico, troca de brinquedos… Domingo no Flora Bazar. Opção para a família.

Domingo, a partir das 9h, será realizado o Flora Bazar em Ponta Negra. Um evento idealizado pela paisagista Lígia Smith que reúne artesãos e músicos em volta da cultura e da arte.

Troca de brinquedos, venda de artesanato e comidinhas, além de uma oficina em mosaico estão na programação que terá início às 9h da manhã e vai até 18h30.
Os visitantes terão como apreciar os músicos Edmilson Cardoso, percussionista da Orquestra Sinfônica do RN e da Banda Sinfônica de Natal e também a voz e violão de Ricardo Wanamarque.

Há nove anos, Lígia mantém o espaço Bio Flora Viveiro de plantas na rua Praia de Genipabu em Ponta Negra, voltado para atender sua clientela de paisagismo e recuperação de plantas. E, para aproveitar o lugar onde a natureza e a brisa do mar convivem em perfeita harmonia, ela resolveu abrir para eventos já que tem uma estrutura coberta com cozinha e equipamentos para festas e confraternizações.

O bazar tem entrada franca, acontece mensalmente e tem por finalidade destacar o trabalho de artistas e, por outro lado, oferece uma opção de lazer para as famílias aproveitarem o domingo.

Serviço:
Flora Bazar
Domingo, 12/11
Horário 9h às 18h30
Endereço: Avenida Genipabu – Ponta Negra (Av.lateral ao Praia Shopping)
Informações:99101 5551

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Romance ‘O Bálsamo’ da Professora da UFRN recebe prêmio literário da UBE-RJ, nesta 4ª feira.

Tereza Custódio recebe da nesta quarta-feira, 8 de novembro, da Diretoria da União Brasileira de Escritores UBE-RJ, o prêmio Permínio Asfora – 2017 pelo Romance ‘O Bálsamo’.

O romance é um relato surpreendente da vida e da morte entrelaçado com os sentimentos de amor, dor e resiliência. A narrativa sobre o desamparo infantil e a longevidade leva-nos a cruzar com personagens densos ao interior do universo humano, envolvendo o leitor da primeira à última página. Uma história emocionante inserida em um contexto histórico e político do país e pincelada com 22 letras de músicas.
A personagem Lara Castro fica órfã de mãe aos cinco anos de idade. A partir daí, começa seu calvário ao conviver com um pai alcoólatra, uma empregada doméstica autoritária e uma madrasta negligente. Como resquícios desse passado, ela constrói uma vida permeada de um casamento abusivo. Aos quarenta anos, ao cuidar da avó materna, demite-se de um trabalho estafante, e adentra em um novo campo profissional como cuidadora de idosos. Ao cuidar de pessoas negligenciadas, demenciadas e violentadas pela família, surge um sentimento de solidariedade, paciência e compaixão e aos poucos, Lara vai recuperando a capacidade de superação das vitimizações e danos psicológicos que vivenciou na infância. No Solar Geriátrico, seu coração começa a descongelar ao conhecer Dr. Raphael.


A autora, TEREZA CUSTÓDIO, nasceu no Ceará em 1952 é professora do IFRN. Graduada em Letras pela UFRN com pós em Línguas Estrangeiras (Inglês-UFRN e Espanhol-Salamanca / Espanha). Romancista, cordelista e trovadora premiada pela União Brasileira de Trovadores de JF/MG. Membro da União Brasileira de Escritores (UBE-RN). Seu primeiro romance “O BÁLSAMO” 270 p. Ed. Chiado / Portugal.

O livro foi aprovado pela SEEC-RN e SMEC-CE para fazer parte do acervo das bibliotecas escolares. Lançado na XII Bienal Internacional do Libro do Ceará e em Aveiro-Portugal. Seu livro infantil “A Vida Colorida de Vitória” será lançado em 2018, como também um cordel sobre a “Discriminação na Raça Negra”. Em andamento seu segundo romance sobre uma sertaneja agnóstica.

Veja a lista dos livros agraciados com o prêmio e serão entregues no Instituto Cravo Albin no Rio de janeiro, nesta quarta-feira.
ANA MARIA PEREIRA/ RJ – Prêmio Maura de Sena Pereira – Poesia – “AS PALAVRAS SOPRAM”, 2016.
BEGOÑA MONTES ZÓFIO/ ESPANHA – Prêmio Geir Campos – Poesia – “PASSAGEM DE VOLTA”, (bilíngue), 2016.
BENEDITO VASCONCELOS MENDES RN- Prêmio Orígenes Lessa – “HISTÓRIA DA MINHA VIDA PROFISSIONAL”, 2016.
DIANA GUENZBURGER/ RJ – Prêmio Mauritônio Meira – Conto – “O FANTASMA DE PAQUETÁ (E OUTRAS HISTÓRIAS)”, 2015.
DOMÍCIO PROENÇA FILHO/RJ-Prêmio Astrogildo Pereira – Crítica/ Crônica-“LEITURA DO TEXTO, LEITURA DO MUNDO”, 2016.
EDSON MONTEIRO/ RJ – Prêmio Moacyr Werneck de Castro – Biografia -“BIOGRAFIA DO SENADOR JARBAS MARANHÃO”, 2016.
ELINALVA ALVES/CE-Prêmio Stella Leonardos-livro infantil-“O CORAJOSO MENINO TORNA-SE PRÍNCIPE NA CIDADE LUZ”,2016.
ELIZABETH GONTIJO/ MG – Prêmio Almeida Cousin – Poesia – “MARCAS D’ÁGUA”, 2016.
EVANILDO BECHARA/ RJ e RICARDO CAVALIERE/ RJ (Editores) – Prêmio Celso Cunha – língua portuguesa –
“CONFLUÊNCIA, Revista do Instituto de Língua Portuguesa”.
FABIO CUPERTINO MORÍNIGO/ RJ – Prêmio Evaristo de Morais Fº – Historiador – “HFSE PROSSEGUE”, 2016.
GASTÃO RÚBIO DE SÁ WEYNE/ SP – Prêmio Dias da Costa – Poesia – “MEUS SONETOS LUSÓFILOS”, 2016.
GILBERTO MENDONÇA TELES/ RJ-Prêmio Rodrigo Octávio Fº- Poesia -“O TERRA A TERRA DA LINGUAGEM”, 2016.
GISLENO FEITOSA/ PI – Prêmio Malba Tahan – “MEDIQUÊS”, 2015.
IGOR FAGUNDES/ RJ – Prêmio Afrânio Coutinho – Ensaio/ Crítica – “POÉTICA NA INCORPORAÇÃO – MARIA BETHÂNIA, JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO E O OCIDENTE NA ENCRUZILHADA DE EXU”, 2016.
ÍTALO SUASSUNA/RJ-Prêmio João Condé-Memorialista -“JOÃO CABRAL DE MELO NETO-O OUTRO FIO DA FACA”,2015.
JÔ MENDONÇA/ PB – Prêmio Rodrigo Octávio Filho – Poesia – “POESIAS CANTAM”! , 2016.
LEANDRO FERNANDES/ PI – Prêmio Eduardo Tourinho – poesia – “palavra SERtão”, 2017.
LUIZA LOBO/ RJ – Prêmio Umberto Peregrino – CONJUNTO DA OBRA.
LYDIA SIMONATO/ RJ – Prêmio Alice Leonardos da Silva Lima – Poesia – “DITOS POR NÃO DITOS”, 2016.
MANOEL HERCULANO/ RJ – Prêmio Raul Pedroza – Poesia – “Ô DE CASA – RIO MARANHÃO”, 2016.
MARCELO MOURÃO/ RJ – Prêmio Murillo Araújo – Poesia – “MÁQUINA MUNDI”, 2016.
MARINA G. T. PARANHOS/ RJ – Prêmio Moacyr Félix – CONJUNTO DE OBRA ACADÊMICA.
NÉLIDA PIÑON/ RJ – Prêmio Jorge Amado – CONJUNTO DA OBRA.
REILA GRACIE/ RJ – Prêmio Peregrino Júnior – Biografia – “CARLOS GRACIE – O CRIADOR DE UMA DINASTIA”, 2016.
TÂNIA ZAGURY/ RJ – Prêmio Zora Seljan – CONJUNTO DE OBRA NA EDUCAÇÃO.
TATIANA ALVES SOARES CALDAS/ RJ – Prêmio Saldanha Coelho – CONJUNTO DA OBRA.
TEREZA CUSTÓDIO/ CE – Prêmio Permínio Ásfora – Romance – “BÁLSAMO”, 2017.

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Reitor do @UNIRN Daladier Cunha Lima toma posse terça-feira, 7, na ANL

O reitor do UNIRN é o mais novo imortal da Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL). Eleito em abril para ocupar a cadeira de nº 3, o professor, médico e escritor Daladier Pessoa Cunha Lima, toma posse no próximo dia 7 de novembro, terça-feira.
A sessão terá início às 19h30, na sede da ANL, na rua Mipibu, 443, bairro Petrópolis.

Daladier é autor dos livros Noilde Ramalho – uma história de amor à educação e Retratos da Vida, além de outras publicações. Este último livro reúne diversas crônicas do autor, publicadas entre 2009 e 2014, no jornal Tribuna do Norte, para o qual escreve desde 2003, abordando temáticas diversas, com referências e homenagens a pessoas, lugares e histórias.

Em sua trajetória de vida foi, ainda, o primeiro reitor da UFRN eleito democraticamente para o cargo, que exerceu de 1987 a 1991. A convite da professora Noilde Ramalho, assumiu a FARN, instalada em 1999, hoje, Centro Universitário do RN.

A cadeira nº 3 tem como patrono o conselheiro Brito Guerra; seu fundador e primeiro ocupante foi o Otto de Brito Guerra, e, até o ano passado, era ocupada pelo acadêmico José de Anchieta Ferreira, falecido em novembro de 2016.

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#Lançamento Romance em formato de fotonovela dos anos 2000 do Jornalista Mário Ivo, 3ª feira. Som do DJ Macacco

Já bem falado e comentado na mídia, o romance ‘Sumidouro do Espelho – fotonovela’ quarto livro do escritor e jornalista Mário Ivo Cavalcanti será lançado na próxima terça-feira (7 de novembro), a partir das 18h, na Confeitaria Atheneu, em Petrópolis.

Um romance que fala de amor, de uma relação moderna e de todo aparato tecnológico usado nos dias atuais para comunicar sentimentos; uma novela sobre um casal em luta amorosa, à procura de se encontrar, e os desencontros gerados por essa busca; uma história de caos e contradições, que permeia boa parte das relações amorosas.

A obra será lançada na próxima terça-feira (7 de novembro), a partir das 18h, na Confeitaria Atheneu, em Petrópolis.
Uma espécie de fotonovela dos anos 2000, que, assim como o amor, tem começo, meio e fim, ‘Sumidouro do Espelho’ mostra, de forma ousada, o universo particular da rotina de um casal que vive uma paixão, e busca, desesperadamente, a felicidade, o prazer, e, por que não, o caos. Narrado pela ótica do protagonista masculino, a história se vale, também, das mensagens trocadas pelo par ao longo da efêmera relação.
A publicação tem prefácio do escritor e tradutor Reinaldo Moraes, autor dos cults ‘Tanto faz’ (1981) e ‘Pornopopéia’ (2009), que diz, sobre o enredo de ‘Sumidouro do Espelho’, se tratar de uma “história de amor bandido, de zoeira lírica, da mais fina sacanagem a céu aberto”, resumindo os mais íntimos momentos dos dois personagens, inclusive na hora do sexo. As fotos e as músicas amparam a história, e o projeto gráfico, inusitado e diferenciado, é da autoria de Dimetrius Ferreira.
Se tivesse de ser enquadrado em algum estilo literário, ‘Sumidouro do Espelho’ poderia se inserir no gênero autoficção, enquanto relato autobiográfico combinado à ficção, mas deixando sempre muitas interrogações na cabeça dos leitores – se a história se trata de algo inventado ou se realmente foi uma aventura vivida pelo autor. Mário Ivo Cavalcanti, aliás, também não faz questão de esclarecer se a brincadeira literária tem inspirações na vida privada. “A partir do momento que se põe no papel, tudo vira ficção, e, no final das contas, este é mais um livro comum, com começo, meio e fim, como toda história de amor. Ainda que aparentemente ousado, não passa de uma história tradicional, que pode ter sido vivida por qualquer um de nós, quando entre quatro paredes”, resume.

VISÃO DO ESCRITOR
Todo o projeto do livro foi estruturado entre o fim de 2015 e o início de 2016 e escrito em apenas 30 dias. O autor até tinha outros projetos – além de editor da novíssima Livros de Papel, que está completando 1 ano, ele estava escrevendo outros dois romances, que deixou temporariamente de lado para se dedicar à Fotonovela. Segundo ele, o livro já nasceu praticamente pronto. “Eu já tinha um fim. Precisava apenas começar, literariamente, do começo, ou seja, escrever ou reescrever, porque, afinal, tudo já estava escrito, a inspiração já tinha acontecido, restava a transpiração – escrever, com prazer, botar os pingos nos is, e o ponto final. De um certo modo, foi uma catarse.”
Questionado sobre o porquê do subtítulo, Mário Ivo explica. “A ideia inicial é que podia ser enquadrado como um romance, até pela brincadeira com o lado ‘romântico’ do tema principal, mas, afinal, como não é tão grande e caudaloso como o gênero literário clássico, muito menos clássico, poderia ser uma novela. E, como as fotos faziam parte, também, da narrativa, adotei o termo ‘fotonovela’, lembrando daquelas revistas tão populares nos anos 1970, e que eu também lia, quando criança, pegando emprestado da minha irmã “.
Paralelamente à carreira de jornalista, Mário Ivo Cavalcanti já havia publicado o romance epistolar ‘Cartas Náuticas’ (2008) e ‘Sexo, Estômago e Memória’ (2016). Um ano antes, o escritor lançara na Feira Plana, em São Paulo, o livro ‘Acho que Não Sou Mulher’, em parceria com a escritora paulistana Juliana Frank. Em 2016, ele também foi um dos 13 convidados para escrever um conto inspirado nas músicas do álbum ‘Cabeça de Dinossauro’ (1986), da banda Titãs, uma homenagem aos 30 anos do disco.
Se canções e referências musicais sobram no livro, não poderia ser diferente no lançamento. A dupla Gustavo Lamartine e Isaac Ribeiro vai tocar a trilha sonora da publicação, com algumas das canções citadas pelo escritor na obra, que vão do jazz de Nina Simone ao rock do Placebo, passando por Jorge Ben Jor. O evento contará ainda com a discotecagem de DJ Macacco, que vai animar a tradicional e boêmia Confeitaria Atheneu, seguindo as pegadas da soundtrack do romance.

SERVIÇO:
Lançamento do livro Sumidouro do Espelho
Data: 7 de novembro
Horário: a partir das 18h
Local: Confeitaria Atheneu – Largo do Atheneu (Petrópolis)
Atrações: Gustavo Lamartine & Isaac Ribeiro | DJmacacco

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Artesãs exibem suas produções no 6º Bazart natalino de Gorete Gurgel.

Artesãs da cidade terão a oportunidade de expor seus produtos em mais uma edição do Bazart de Natal promovido pelo Ateliê Gorete Gurgel, de 7 a 9 de novembro, na AABB, Av. Hermes da Fonseca, em Natal.

A arte de soltar a imaginação, a diversidade de materiais disponíveis e muito amor no coração possibilitam um verdadeiro espetáculo de presentes e artigos para decoração, vesturário, bijouterias e também gastronomia, que ganham forma e cores pelas mãos de de dezenas de fadas.

Os visitantes terão muitas opções para presentear ou decorar suas casas com símbolos natalinos. Fora o tema das festas de fim de ano, o Bazart de Gorete Gurgel que já completa o sexto ano, terá, além dos artigos, oficinas patchwork, crochê e outras técnicas para quem quiser aprender.

A artesã Ismênia Lourenço, presente no Bazart há três anos, já está com estoque pronto de adereços para mesas. Porta-guardanapos, sousplat, bandejas, com motivos natalinos, de verão e também muitos com pássaros e flores.
vale à pena passar por lá.

Serviço:
Bazart Gorete Gurgel
De 07 a 09 de novembro
AABB – Av Hermes da Fonseca
Horário – 12 às 21h
informações – 99407 3909

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Mostra de Marília Bulhões será nesta 5ª feira. A curadoria apresenta 16 telas entre novas e algumas já premiadas internacionalmente.

Natal poderá conferir de perto, nesta quinta-feira (26), na Officina Interiores, a aguardada mostra de Marília Bulhões, artista plástica potiguar com trânsito internacional.

A curadoria do evento apresenta uma ousada composição de 16 obras, extraídas de sua mais recente produção, inspirada em sua estada nos EUA e América Central, nos últimos anos. A maior parte das telas abstratas em acrílico é inédita, mas alguns trabalhos já foram expostos e premiados no exterior, a exemplo de “Corales de Roatán”, que recebeu menção honrosa na IV Bienal – UNAH de Honduras, em 2016, e do díptico exposto no Museu MIN de Tegucigalpa, resultante de sua participação como convidada especial nas comemorações alusivas ao dia internacional da mulher, na capital hondurenha, este ano.

A engenhosa capacidade de criação da artista norte-rio-grandense é atestada por quem entende de arte.
Para a curadora internacional Roxana Martín, que a acompanhou em Washington, D.C.,“Bulhões criou uma paisagem em evolução que pulsa com a energia do Brasil contemporâneo. Seu trabalho tem uma luminosidade que se propaga mesmo em suas tonalidades mais escuras. Ela aplica tinta em camadas, com suaves pinceladas com textura, que destacam a granulação da tela. A cor é transparente e as formas são, ao mesmo tempo, firmes e sutis. Enquanto algumas das pinturas refletem de imediato a tradição, outras são mais ousadas, com a inquietação do desconhecido. Todas conduzem o espectador a um espaço de diálogo e exploração. Trata-se de um trabalho tenaz, maduro, que combina beleza, imaginação e arte.”

O diretor do museu norte-americano AMA (Art Museum of the America), Andrés Navia, também se revelou encantado com as pinturas da talentosa natalense:
“Marília é mestre do detalhe, evidente em suas pinceladas precisas e tratamento impecável da tela. No entanto, percebe-se também um elemento lúdico, resultado de uma união simples e elegante entre esse equilíbrio rigoroso de elementos.”

“Os trabalhos de Marília Bulhões são de uma leveza que quase os tira do chão. Eles perguntam, insinuam, convidam, brincam, lembram, beijam o Brasil. O Brasil não é para ser explicado. É para ser mordido como uma goiaba verde-amarela”, declara entusiasmado o ministro George Torquato Firmeza, Diretor do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

A mostra, que tem apoio da FastFrame, está sendo organizada pelo StudioTres Arquitetura, escritório que representa a artista no Brasil, e, parte da renda obtida com a exposição, será revertida para a AMICO, instituição beneficente que cuida de crianças cardiopatas.

SERVIÇO:
MOSTRA MARÍLIA BULHÕES
Local: OFFICINA INTERIORES
Av. Hermes da Fonseca, 971 – Tirol, Natal – RN – Brasil
Data: 26 de outubro de 2017 (quinta-feira)
Hora: 19h

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Se programe para conferir as novidades das artesãs de Natal. #imperdível

II edição do Vida Mais RN começa amanhã e vai discutir os Desafios de como conquistar um Envelhecimento Ativo. Inscrições gratuitas.

É crescente o número de pessoas que aumenta sua perspectiva de vida. A longevidade já é tema de discussão e de eventos que reúne especialistas para abordar os assuntos pertinentes a como viver por muito tempo com qualidade de vida. Em Natal, acontecerá pela segunda edição, a feira Vida Mais RN, com o propósito de desmistificar a ideia de envelhecimento como aspecto limitador de uma vida com autonomia, disposição, saúde e bem-estar.
A psicóloga Silvana Vieira, idealizadora da feira, estima que mais de duas mil pessoas, a exemplo do ano passado, passem pelo evento que reunirá vários segmentos voltados para prestar serviços a esse público que só cresce a cada ano.

A Feira vai acontecer nesta 3ª e 4ª feira no Hollinday Inn do Arena das Dunas e contará com estandes com empresas de serviços e produtos voltados para esse mercado que tende a propiciar uma vida de qualidade para a pessoa idosa. Palestras, paineis, debates e oficinas com especialistas farão parte da programação com assuntos relacionados ao cotidiano das pessoas que têm mais de 50 anos.

As inscrições são gratuitas.

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