São Miguel do Gostoso abriga a mostra da pintora Maria Lívia na Galeria ArteZero. A exposição terá seu lançamento nesta 6 feira, 19h.

Se você for a São Miguel do Gostoso nos próximos meses, não pode deixar de ver a exposição “Maria Lívia – A Cor de São Miguel do Gostoso”, de autoria da pintora paraibana Maria Lívia (1945-2008). A mostra vai estar exposta na Galeria ArteZero, do Iasnin (Instituto de Ação Social e Cidadania Nilo e Isabel Neri), no centro da cidade. A
exposição será aberta nesta sexta (29/3), às 19h, e vai até julho.


A exposição é composta por 15 obras, de estilo naif, quase todas de coleções particulares. Esta extraordinária pintora expôs sua obra em várias capitais brasileiras e no exterior. Uma de suas exposições, “Pequenos Formatos, Poucas Palavras”, de 1993, coordenada pelo curador norte-americano Bob Nuget, foi apresentada na Galeria Documenta, de São Paulo, e depois viajou pelos Estados Unidos.

São Miguel do Gostoso foi fonte de inspiração para a obra de Maria Lívia. Na cidade ela pintou casarios coloridos, a antiga igrejinha, que já não existe mais, painéis com tecidos de chitões e imagens sacras, entra elas o padroeiro São Miguel Arcanjo.
Sua obra tinha sempre a marca de motivos regionais, entre os quais cajus e muitas flores. Em 2006, fez ali a exposição “Vida São Miguel”, na Pousada dos Ponteiros.

Embora tenha nascido na Paraíba, Maria Lívia viveu a maior parte da sua vida em São Paulo, para onde fugiu, por motivos políticos, durante a ditadura miliar (1964- 1975). Antes de ir morar, clandestinamente, na capital paulista, Maria Lívia cursou Medicina em João Pessoa, onde foi presa. Com a anistia política, começou a fazer História, mas largou para se dedicar à pintura, que marcou definitivamente sua vida.

Antes de morrer, em 2008, Maria Lívia escreveu sobre sua pintura para o jornal A União, de João Pessoa (PB). “A minha pintura nasceu, como a de muitos pintores nordestinos, da expressão pura a minha alma”, disse. “Assim, naturalmente, eu pinto. Pinto por uma necessidade de expressar, no silêncio da tela, sentimentos e sensações que as coisas à minha volta despertam em mim. E vão enchendo o meu ser com tanta força que inquietam.

Via Jornalista Emanuel Neri, curador da exposição.

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