Crônica de Jomar Morais sobre ‘A morte da cultura’, do filósofo José Ramos Coelho, lançada hoje no Sapiens.

Transcrevo de Jomar Morais, jornalista e editor do Planeta Jota, crônica sobre a publicação ‘A Morte da Cultura’ do filósofo e doutor em Psicologia Clínica José Ramos Coelho que será lançada nesta sexta-feira, 10, no Sapiens e já disponível no Livreiro Sapiens

Uma palavra vagueia pelos caminhos em que transitam as pessoas e as afligem com insegurança, medo, angústia e ansiedade: crise! Na tentativa de exorcizá-la, economistas esgrimem com números, políticos com discursos, cientistas e técnicos com invenções, médicos com drogas, psicólogos com terapias… E, no entanto, o mal-estar individual e coletivo prossegue ampliando-se no compasso das conquistas tecnológicas e da expansão do bem-estar material, em contradição com as crenças de uma sociedade racional e pragmática.

É difícil, talvez impossível, diagnosticar-se com precisão os problemas subjacentes de um sistema quando se faz parte dele ou quando se usa para isso instrumentos e critérios predestinados a validá-lo. Saltar para fora, instalar-se em outra perspectiva ou, no mínimo, expandir a observação restrita a segmentos, relacionando-os ao conjunto, são atitudes indispensáveis para não nos perdermos em delusões, isto é, no labirinto das construções mentais que mascaram a realidade e perpetuam nossos enganos.

O filósofo e doutor em Psicologia Clínica José Ramos Coelho, ao que parece, acaba de realizar essa proeza.

Numa época em que muitos falam de crises a partir de perspectivas setoriais – sejam a econômica ou a politica, a moral ou a psicológica -, Ramos Coelho nos leva a enxergar a dimensão mais ampla e mais profunda de uma situação que se manifesta por múltiplos sintomas. A crise é a de um modelo civilizatório que se exauriu, ele argumenta em seu novo livro A Morte da Cultura – Um diagnóstico de duas patologias da civilização, que será lançado nesta sexta-feira, 10, no Sapiens.

O modelo em xeque é o greco-romano, que moldou as sociedades humanas no ocidente, cuja eficácia desmoronou ante a hipertrofia do dinheiro, o grande colonizador de todos os aspectos da vida social e vírus que adoeceu e praticamente matou as culturas em sua função de promover a homeostase social, o equilíbrio interno que mantém a vida saudável em meio às alterações do ambiente. As epidemias de ansiedade e depressão, assim como os espamos de violência social, não seriam mais que sintomas dessa falência e da perda de significados.

Para o autor de A Morte da Cultura, o “programa da racionalidade” promoveu rupturas decisivas na comunicação e interação entre as pessoas. Trata-se de um processo que tem origem na linguagem, sobretudo, na escrita, que implantou a supremacia dos raciocínios em detrimento da realidade e, ao tornar obsoleto o cultivo da memória do saber nas relações interpessoais, abriu caminho para a insensibilização das relações humanas e à petrificação de corações e almas.

O dinheiro surge como a segunda grande ruptura ou patologia, ao alterar o sentido das coisas e a relação entre pessoas e mercadorias. Se todas as coisas podem ser permutáveis em dinheiro, perdendo seu valor de uso para serem apenas instrumentos de lucro, tem-se aí a interdição da satisfação das necessidades básicas e naturais do ser humano. O dinheiro passa a ser a medida de todas as coisas, inclusive a do homem. E a compulsão por trabalho para gerar riqueza (mais dinheiro) conduz àquilo que o autor chama de “polematação” do homem, ou seja, sua coisificação, sua transformação em mercadoria através dos modos de produção e consumo inspirados pelo capital.

Em sua análise, Ramos Coelho esmiúça a mitologia da pós-modernidade, investe sobre o papel do marketing e da publicidade na armadilha de humanizar as coisas enquanto expropria e sequestra a humanidade dos homens e faz-nos ver o óbvio ocultado pela ilusão: “O hábito de lidar com o dinheiro intoxica o pensamento, o sentimento e as ações humanas, tornando o usuário desta tecnologia em seu dependente e servo inconsciente”.

Mas, se já não é possível – nem recomendável – retroceder à oralidade da comunicação e nem à economia dos escambos, o que fazer para curar as feridas abertas pela enorme defasagem entre um excesso de ciência e de eficácia técnica e um déficit de ética e de valores?

A saída, para Ramos Coelho, está em um retorno à homeostase global mediante o cultivo de valores autênticos que expressem a natureza humana. Se a hipertrofia do capital devora todos os recursos do planeta e se as línguas e culturas hegemônicas promovem etnocídios e genocídios, destruindo a diversidade, a solução que se faz necessária passa pelo estabelecimento de um novo ideal de excelência que inclua a sabedoria e a compaixão.

Em termos políticos, isso abre espaços para, por exemplo, a alternativa de um “anarquismo dadivoso”, baseado em uma ideologia e estruturas que privilegiem a dádiva e não a acumulação, como propõe o autor de A Morte da Cultura. No âmbito da filosofia, das religiões e das artes, estimula nossos passos através dos portais da ação generosa, que dissolve o egoísmo, e da contemplação, que elimina a ignorância.

Em outras palavras, uma solução duradoura nos conduzirá, inevitavelmente, ao resgate da mística a fim de equilibrar a racionalidade.

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Música, artesanato, oficina de mosaico, troca de brinquedos… Domingo no Flora Bazar. Opção para a família.

Domingo, a partir das 9h, será realizado o Flora Bazar em Ponta Negra. Um evento idealizado pela paisagista Lígia Smith que reúne artesãos e músicos em volta da cultura e da arte.

Troca de brinquedos, venda de artesanato e comidinhas, além de uma oficina em mosaico estão na programação que terá início às 9h da manhã e vai até 18h30.
Os visitantes terão como apreciar os músicos Edmilson Cardoso, percussionista da Orquestra Sinfônica do RN e da Banda Sinfônica de Natal e também a voz e violão de Ricardo Wanamarque.

Há nove anos, Lígia mantém o espaço Bio Flora Viveiro de plantas na rua Praia de Genipabu em Ponta Negra, voltado para atender sua clientela de paisagismo e recuperação de plantas. E, para aproveitar o lugar onde a natureza e a brisa do mar convivem em perfeita harmonia, ela resolveu abrir para eventos já que tem uma estrutura coberta com cozinha e equipamentos para festas e confraternizações.

O bazar tem entrada franca, acontece mensalmente e tem por finalidade destacar o trabalho de artistas e, por outro lado, oferece uma opção de lazer para as famílias aproveitarem o domingo.

Serviço:
Flora Bazar
Domingo, 12/11
Horário 9h às 18h30
Endereço: Avenida Genipabu – Ponta Negra (Av.lateral ao Praia Shopping)
Informações:99101 5551

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Amanhã tem mais uma edição da Arca de Noé em Ponta Negra. Artesanato e apresentação do músico Edmilson Cardoso.

Amanhã em Ponta Negra será realizado mais uma edição do evento cultural bazar Arca de Noé, idealizado pela paisagista Lígia Smith. Artesãos estarão reunidos para divulgar produtos feitos com muito amor.

Troca de brinquedos, venda de artesanato e comidinhas, além de uma oficina em mosaico estão na programação que terá início às 9h da manhã e vai até 17h. Para essa edição, às 16h, os visitantes terão como apreciar o músico Edmilson Cardoso, percussionista da Orquestra Sinfônica do RN e da Banda Sinfônica de Natal Edmilson Cardoso.

Há nove anos, Lígia mantém o espaço Bio Flora Viveiro de plantas na rua Praia de Genipabu em Ponta Negra, voltado para atender sua clientela de paisagismo e recuperação de plantas. E, para aproveitar o lugar onde a natureza e a brisa do mar convivem em perfeita harmonia, ela resolveu abrir para eventos já que tem uma estrutura coberta com cozinha e equipamentos para festas e confraternizações.

O bazar acontece mensalmente e tem por finalidade destacar o trabalho artístico e cultural de quem quiser expor, e, por outro lado, uma opção para as famílias aproveitarem o domingo.

A artesã Rosangela Branco e Lígia Smith

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Quer dar uma volta ao Mundo? Artesãos de outro países expõem no @Natal_shopping

O evento que consagra influências culturais de vários lugares permanece na Praça de Eventos do Natal Shopping até o dia 27 de agosto

O natalense tem a oportunidade de experimentar influências de vários lugares do mundo no evento “Volta ao Mundo”, que vem encantando o público que passa pela Praça de Eventos do Natal Shopping. Peças artesanais, curiosidades e outras surpresas multiculturais vindas de países distantes completam a viagem imaginária que o visitante tem a chance de experimentar.

A Feira expõe as mais diversas peças ricas em cores, formas e texturas que revelam a beleza dos artesanatos e seus locais de origem. Além de aprender sobre outras culturas e contemplar suas produções, os clientes também têm a chance de levar para casa os artefatos à venda, como forma de guardar uma lembrança especial desse rico passeio.

“A ideia da Feira é proporcionar uma viagem a diversos lugares sem sair do shopping. Os potiguares podem ampliar o conhecimento em uma opção de lazer e ainda levar para casa objetos típicos de outros países”, comenta Fabiana Totti, gerente de marketing do Natal Shopping. A “Volta ao Mundo” tem acesso gratuito e fica até o dia 27 de agosto, acompanhando o horário de funcionamento do Natal Shopping.

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#Bloomsday UFRN celebra obra do irlandês James Joyce com musical e palestras.

A 31ª edição do Bloomsday acontecerá de 12 a 14 de junho. Os organizadores do evento, professores Ana Canan e Marcelo Amorim, do Grupo de Pesquisa em Estudos Irlandeses da UFRN, divulgam a programação que será realizada no Auditório ‘D’ do CCHLA, na UFRN, a partir das 9h00, encerrando ao meio dia.
A grandiosidade da obra de James Joyce, reverenciada nas cátedras do mundo inteiro, principalmente em junho, se destacará também aqui na UFRN através de um recital, palestras, e musical que irá reunir universitários, professores e interessados pela cultura irlandesa. O evento é gratuito e as inscrições são feitas no local a partir da assinatura na lista de presença. A frequência mínima de 75% dará direito a certificados.
Programação
A palestra de abertura terá início às 9h do dia 12 e contará com o prof. Prof. Bruce Stewart que abordará “His Veritable Gospel: Sebastian Barry’s Literary Sources in The Secret Scripture”, seguindo-se da apresentação dos contos “Two Gallants”, “A Little Cloud” e “Clay”, de James Joyce, pelos alunos do curso de Língua Inglesa do Departamento de Línguas e Literaturas Estrangeiras Modernas – DLLEM.
No segundo dia, o Prof. Lauro Meller fará a palestra “50 years of Sgt Pepper (1967-2017)” e os alunos apresentarão os contos “A Painful Case”, “A Mother” e “Grace”.
O evento se encerra na quarta-feira, com a leitura dramática da peça teatral “Translations”, de Brian Friel, e uma apresentação sobre a música “Marble Halls”, por alunos da UFERSA, além da apresentação musical de Cheyenne Pritchard, assistente de ensino de língua inglesa pela Fulbright/Capes.
Participações especiais
Professor Bruce Stewart, palestrante da abertura, é irlandês, estudioso da obra de James Joyce. Editor da publicação The Oxford Companion to Irish Literature (1996) e ex-Diretor da Biblioteca Irlandesa da Princesa Grace, em Mônaco. Autor de James Joyce (Oxford University Press 2007). Bruce criou o website Ricorso (www.ricorso.net.), e, atualmente, é professor do Departamento de Línguas e Literaturas Estrangeiras Moderna – DLLEM, na UFRN.
O Professor Lauro Meller é lotado na ECT/Escola de Ciências e Tecnologia da UFRN, onde leciona Prática de Leitura em Inglês e Práticas de Leitura e Escrita. Lauro Meller tem pesquisas na área de Estudos de Música Popular e fez estágio pós-doutoral no Institute of Popular Music da Universidade de Liverpool, tendo publicado “Poetas ou Cancionistas? Uma discussão sobre música popular e poesia literária”.
Cheyenne Pritchard é americana, formada pelo Amherst College Massachusetts, atualmente exerce a função de assistente de ensino de língua inglesa no Departamento de Línguas e Literaturas Estrangeiras Modernas da UFRN, pela Fulbright/Capes, durante o ano de 2017.
Da organização
Marcelo Amorim e Ana Graça Canan são estudiosos da cultura irlandesa e professores do Departamento de Línguas e Literaturas Estrangeiras Modernas da UFRN, onde lecionam as disciplinas de Português para Estrangeiros e Língua Inglesa, respectivamente.

Professores e organizadores do Bloomsday, Ana Canan e Marcelo Amorim

Saiba mais sobre o Bloomsday
O Bloomsday é comemorado na Irlanda e pelos amantes da literatura com diversos eventos oficiais e não oficiais. Também é comemorado todos os anos em vários lugares e em várias línguas. Em comum entre os muitos dedicados entusiastas e simpatizantes envolvidos nestas comemorações há o esforço por relembrar os acontecimentos vividos pelos personagens de Ulisses pelas dezenove ruas da cidade de Dublin.
Ulisses narra os acontecimentos vividos pelo personagem Leopold Bloom durante 16 horas do dia 16 de junho de 1904. Joyce estabelece uma série de correspondências com a Odisseia de Homero, seja entre os personagens (Leopold Bloom e Ulisses; Molly Bloom e Penélope; Stephen Dedalus e Telêmaco) seja com referência aos acontecimentos narrados. A obra é considerada um dos marcos da literatura ocidental contemporânea. Bloomsday, comemorado em 16 de junho, é o dia instituído na Irlanda para homenagear o personagem Leopold Bloom, protagonista de Ulisses, de James Joyce.

Informações com Ana Graça (84) 99983 6346

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O mágico e cantor Fernando Anitelli participa de um bate-papo e sessão de fotos com fã clube no @Natal_Shopping , nesta 5 feira

Fernando Anitelli idealizador, cantor e compositor do grupo Teatro Mágico estará no Natal Shopping nesta quinta-feira, 30,  participará  de um encontro com os fãs, a partir das 19h, para um bate-papo e sessão fotos. A ação faz parte das comemorações dos 25 anos do Natal Shopping.

Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

Será montado um palco 360º em formato bastante acessível e dinâmico para Antelli  conversar com o público sobre sua carreira e depois receberá individualmente os fãs para uma sessão de fotos. As pulseiras que vão garantir o momento particular com o cantor começam a ser distribuídas uma hora antes do evento, às 18h, e serão limitadas a 150 unidades. A dica é chegar cedo para garantir a pulseira e também não esquecer a câmera fotográfica e celulares para tirar aquela selfie com o artista.

Além de cantor e compositor e frontman do Teatro Mágico, Fernando Anitelli é ator, instrumentista e responsável por idealizar o projeto que ficou conhecido por misturar arte circense, cultura e discussões políticas. Ele também mantém o projeto “As Claves da Gaveta”, em formato de voz e violão, através do qual dá palestras e oficinas relacionados à música e educação.mágico

O evento é gratuito e faz parte da programação dos 25 anos do Natal Shopping.

 

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Família de Dorian Gray celebra missa de 7º dia hoje. Confira uma das homenagens ao artista.

Como não se emocionar e se sentir recompensada pela oportunidade em prestar uma  homenagem, em vida, ao nosso maior expoente em artes plásticas? Pois é, hoje segunda-feira, 30 de janeiro, celebramos a missa de 7 º dia em intenção de sua alma de Dorian Gray Caldas.  Saudades tomam conta da família e amigos. Seu sorriso franco e sua expressão de encantamento pela arte serão imortalizados em minha memória, mas também, recordo com alegria pelo reconhecimento feito pelo TCERN por quem tanto trabalhou, deu cores a tantos monumentos, deu vez  através do traço ou da trança, da poesia ou dos  contos, à nossa cultura popular.

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A oportunidade a que me refiro foi concedida pelo coordenador, à época, o jornalista João Batista Machado, do setor de Comunicação do Tribunal de Contas do Estado, que me delegou à editoria da Revista do TCERN, em 2015, com a parceria do colega, também jornalista, Eugênio Parcelle, empenhado como adjunto na edição, que viabilizou a poesia do caderno.

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Eu com tia Wanda e Dorian, a equipe de trabalho, Eugênio, jornalista e Jorge Filho, fotógrafo da revista.

O Tribunal de Contas do estado, anualmente, há quase duas décadas, publica uma revista técnica que circula entre os tribunais de contas do país, e, no âmbito estadual, é distribuída às instituições públicas, universidades e prefeituras municipais. Para dar leveza a revista e destacar os ícones potiguares, foi decidido encartar um caderno especial com um reduzido espaço, mas que fosse uma homenagem às figuras que prestaram serviços relevantes em suas áreas de atuação. Começou com monumentos, mas depois, a partir de 2012, vieram nomes expressivos. Começou com Câmara Cascudo, Onofre Lopes e Noilde Ramalho, respectivamente. E, em 2015, foi a vez de Dorian que teve a chance de protagonizar e ficar muito feliz com o resultado.

Segue o link para quem quiser conferir integralmente a publicação, uma vez que ainda encontra-se disponível no site da Corte de Contas e, para o caderno especial, abrir na página 57.http://migre.me/vXIUt

O tio estimado

Dorian foi logo adotado em meu coração, graças a André, meu marido,  que tinha um afeto super especial pelo marido de sua tia Wanda.   Aos dois anos de idade, André foi recebido pelos tios Wanda e Dorian, além da prima Dione, para passar uma temporada. A irmã Isabelle nascida fora de tempo necessitava de cuidados especiais dos pais e como ele era pequenino foi passar uns tempos a alguns quarteirões de sua casa.

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Dione Caldas, filha de Dorian, herdou a paixão pelas artes. Um agradecimento especial pela disposição do acervo.

Mais de dois anos se passaram e foi chegada a hora da voltar pra casa.  E, numa tarde de domingo ele voltou deixando o vazio preenchido depois de um tempo por Adriano. Fui testemunha, por várias vezes, eles contando esse período de vida, as brincadeiras e o nescau quente com torrada na bancada da cozinha servido por Dorian todos os dias, bem como o dia da despedida, e que sempre terminavam, ambos com olhos marejados e embalados com um forte abraço de ternura.

Não tenho a pretensão de falar dele como artista, o reconhecimento internacional de suas obras o deixavam feliz, embora o medo de andar de avião o impedia de viajar pelo mundo. Quero externar o carinho da convivência com o artista durante esses vinte e poucos anos.  O amor pelas crianças era igual a falar dos novos projetos e de poesia. Tinha medo de doença e da morte.  Um pai amoroso, um avô dedicado, um marido super atencioso, uma figura amável e um amigo leal.

Era bem assim,  simples e recatado.

A boa prosa na praia de verão, em Búzios, onde morei por cinco anos, de vez em quando, tinha a visita do ilustre vizinho. Um bolo com café era sempre um bom motivo para recebê-los, ele e sua inseparável mulher, companheira de vida, Wanda, com quem viveu 56 anos dos 86 de vida.

Lembro deles caminhando na praia. Ele de chinelos, a camisa de linho branca com os bolsos pincelados de tinta e de meias pretas que vinham até os joelhos de mãos dadas, apaixonados e companheiros. Como me encantava o seu jeito simples de ser.

Me sentia tão importante e orgulhosa por ele me dar ouvidos. O balanço da rede parece que entrava na cadência de sua fala pausada…  Momentos singulares que me motivavam à pesquisa sobre autores e referências citadas e de admirar cada vez mais a sua obra.

Falando uma vez sobre uma de suas paixões, as marinas, perguntei como vinha a inspiração e a identificação do local a ser ilustrado.  Depois de um tempo, ele me presenteia com uma tela, hoje no lugar principal da minha casa, autografada e com uma bela paisagem, na qual aprendi uma grande lição com o Senhor dos Pincéis, a imaginação determina o que queremos ver.

 

 

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Marina 1997. Acervo pessoal.

 

 

 

 

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Artesãos potiguares são destaques na XXII edição da FIART. A Feira começou ontem no Centro de Convenções, em Ponta Negra, e vai até dia 29.

A XXII edição da Feira Internacional de Artesanato começou  nessa sexta, dia 20, permanecendo no Pavilhão das Dunas do Centro de Convenções  até o dia 29 com a presença de renomados e qualificados artesãos de várias partes do Brasil, numa ação do Programa do Artesanato Brasileiro, da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República.

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A feira vai contar com a participação do estado através de 17 associações, 8 cooperativas, a rede Xique-Xique e artesãos de 37 municípios, além de apoiar ainda outros 28 municípios em conjunto com o Programa do Artesanato Brasileiro.  No total a Secretaria de Estado do Trabalho, Habitação e Assistência Social beneficiará diretamente 227 artesãos potiguares, cadastrados no Programa Estadual de Artesanato (Proart), e 1.595 indiretamente. No total a Sethas vai reunir artesãos de 65 municípios, que comercializarão produtos das mais variadas tipologias, desde o bordado à cerâmica. Além das vendas no pavilhão principal, os artesãos vão dispor do Salão dos Mestres, com cerca de 20 artesãos realizando seu trabalho no local para os visitantes.

O Mercado do Artesanato vai reunir 40 artesãos de 30 municípios que irão expor produtos da culinária regional como suspiro, cocada, doces e biscoitos. No local também haverá exposição de artesanato. 

A Prefeitura de Natal participa da Fiart, por meio da Secretaria do Trabalho e Assistência Social de Natal (Semtas), com 22 empreendimentos de Economia Solidária, selecionados por meio de chamada pública. Brinquedo, artesanato, bordado, pintura e reciclagem são alguns dos trabalhos expostos pela Semtas, em stand único. “A FIART é um evento consolidado no calendário cultural da Cidade do Natal, onde valoriza a cultura e o desenvolvimento do artesanato local. 
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FOTO: Canindé Soares


Fim de semana  na Feira

Neste sábado  tem música eletrônica, cortejo, cultura circense, danças e rituais indígenas, banda de música de Extremoz, companhias de dança do TAM, STTU, Evidance, Tuareg Kasa do Oriente e FJA. Os shows são de Thiago Oazys e Forró Meirão.

No domingo tem música eletrônica, banda de música Trampolim da Vitória de Parnamirim, trio Forró do Sete, grupos Melodia, Dom Bosco, Remix, Boi de Reis Estrela Dalva, Vidart`s, Teatro Potengiense e encerra com show de Ivanildo di Natal e Carlos Zens e Banda Peixe Boi.

A XXII FIART em 2017 contará com 385 estandes e tem o apoio do Programa do Artesanato Brasileiro (Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República), Governo do Estado do RN, Prefeitura da Cidade do Natal e SEBRAE/RN.

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Serviço:

XXII FIART

De 20 a 29 de janeiro de 2017

Pavilhão das Dunas do Centro de Convenções

Das 16 às 22h

Entrada – R$ 8,00 e R$ 4,00 (estudante, idosos e quem baixa o aplicativo da Fiart)

Estacionamento – R$ 5,00

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Mestrinho do Acordeon fará show gratuito em Natal no próximo sábado, 19, no @Natal_Shopping

Projeto “Sesi Big Band convida” tem última apresentação do ano no Natal Shopping, neste sábado, 19, às 20h.mestrinho

A orquestra fecha 2016 com chave de ouro já que terá Mestrinho como convidado especial graças ao patrocínio da Cyrela Plano&Plano. Mestrinho sempre divide palco com artistas consagrados como Dominguinhos, Gilberto Gil e Elba Ramalho.  O show é gratuito.big-bands

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Exposição vai mostrar o talento e a arte de fotógrafos potiguares. O evento começa nesta quinta-feira no Shopping Cidade Jardim e tem entrada franca.

         Começa amanhã e vai até o dia 30 de novembro a Mostra Quadro|Decor no Shopping Cidade Jardim.mostra-decor-2

A mostra revela trabalhos de quatro conceituados fotógrafos atuantes no Rio Grande do Norte, como Canindé Soares, Fernando Chiriboga, Rodrigo Gurgel e Ubarana Junior.fotografos-da-expo-decor-1

Realizada pela Inove Decor em parceria com o Shopping Cidade Jardim, a exposição irá funcionar das 14 às 21h. Uma oportunidade para conferir o trabalho dessas feras da arte fotográfica.  A mostra é gratuita e aberta ao público em geral.

 

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