Estácio abre inscrições para a quarta edição do Projeto de Alfabetização e Letramento de Jovens e Adultos

A Estácio está com as inscrições abertas até o dia 05 de agosto para o Projeto de Alfabetização e Letramento de Jovens e Adultos. A iniciativa — que integra o Programa de Responsabilidade Social da companhia apresenta novidade em sua 4ª edição — será oferecida nacionalmente em sete unidades, uma delas é a Estácio Zona Norte, onde será promovido o projeto pela primeira vez. As outras unidades contempladas são: Ilha do Governador (Zona Norte), Alcântara (Região Metropolitana), Queimados (Baixada Fluminense) e Via Brasil (em Irajá, Zona Norte do Rio), além dos campi Carapicuíba (em São Paulo) e Brasília (em Taguatinga).

A instituição de ensino está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de número 4 da Organização das Nações Unidas (ONU), que busca garantir que todos os jovens e uma substancial proporção dos adultos – homens e mulheres – estejam alfabetizados e tenham adquirido o conhecimento básico de Matemática até 2030. O ODS 4 visa assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, além de promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida. Os responsáveis pelo projeto sabem que a luta ainda é bastante grande pois, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em junho 2019, o Brasil ainda tem 11,3 milhões de analfabetos entre a população de 15 anos ou mais.

Por um período de quatro meses, os adultos e jovens terão aulas com estudantes dos cursos superiores e de Licenciaturas da Estácio – como Pedagogia, Letras, História, Geografia e Matemática – com a participação do corpo docente da instituição. As aulas acontecerão no período noturno com duração de três horas por dia, duas vezes por semana, e serão totalmente gratuitas para os alfabetizandos. Os interessados poderão se inscrever até o dia 5 de agosto, diretamente nas salas de matrícula das unidades que oferecem o curso e as aulas terão início na semana de 12 de agosto. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.estacio.br/alfabetizacao ou por meio do telefone gratuito 0800 880 6774.

As turmas terão em média até 24 estudantes e, ao final do curso, os alunos deverão ser capazes de ler e escrever pequenos textos, com compreensão, além de resolver problemas matemáticos simples, utilizar de forma crítica informações veiculadas nas diferentes mídias e comunicar-se por intermédio de mensagens de texto em aplicativo de dispositivo móvel. Com essas competências, o alfabetizado pode exercer plenamente a sua cidadania reconhecendo o seu valor e seu papel na sociedade, aumentando as suas chances de ingressar no mercado formal de trabalho e com possibilidades de dar continuidade aos estudos.

Desde sua criação, no primeiro semestre de 2018, o Projeto de Alfabetização e Letramento de Jovens e Adultos já contou com a participação de mais de 300 alunos alfabetizados. A iniciativa ganhou força e notoriedade no setor de educação e está se expandindo cada vez mais. Primeiro Rio de Janeiro, depois Carapicuíba (em São Paulo) e agora Rio Grande do Norte (Natal) e Brasília (em Taguatinga). “Nossa meta é levar esse projeto a todas as unidades da Estácio no Brasil. Estamos alinhados com os ODS 4 da ONU e queremos combater o analfabetismo e erradicá-lo no entorno de nossos campi. Os novos dados do IBGE nos mostram que a batalha ainda é bem grande”, afirma Cláudia Romano, vice-presidente de Relações Institucionais e Sustentabilidade do Grupo Estácio.

Segundo Cláudia, o projeto está alinhado à missão da Estácio de Educar para Transformar e reforça a diretriz de manter um relacionamento próximo e sustentável com a comunidade do entorno de suas unidades. Ainda de acordo com a vice-presidente, a iniciativa também representa uma oportunidade única para os alunos da instituição, pois vão aprender na prática ao atuarem como alfabetizadores, o que sustenta o compromisso com a empregabilidade destes egressos.

São utilizadas metodologias ativas de ensino-aprendizagem nas quais os alfabetizandos são protagonistas ativos e colaborativos no desenvolvimento de projetos, na resolução de problemas e realizando pesquisas. Eles contam com uma grande diversidade de materiais instrucionais, multimídia e tecnologias educacionais desenvolvidos pela Estácio de acordo com o método do Sistema de Alfabetização e Letramento, tais como bingo, quebra-cabeça, baralho, caça-palavras, vídeos, jogos e aplicativo.

Os alunos não são submetidos a provas e o desempenho deles é avaliado a partir do alcance das competências estabelecidas. O ensino é individualizado e os que não alcançam as competências são acompanhados para reforço e recuperação da aprendizagem.

O Sistema Estácio de Alfabetização e Letramento agrega a alfabetização e letramento em língua portuguesa e matemática com a alfabetização e letramento midiático e informacional, e a modalidade de ensino presencial com o Ensino a Distância.

O Método da Estácio

O Método Híbrido para alfabetização e letramento em Língua Portuguesa no Sistema Estácio conjuga as teorias e os paradigmas consagrados e os emergentes, assim como as tendências de métodos de alfabetização no país e no exterior. O Método Híbrido se constitui em um continuum que inicia com a oralidade, tem sequência com a leitura e a escrita até chegar à criação de frases e textos. Neste método a aprendizagem da leitura e da escrita se dá na perspectiva do letramento, inserida no contexto do alfabetizando, com o seu uso efetivo nas práticas sociais e partindo da compreensão do mundo que o cerca e de uma palavra geradora que seja do seu universo e tenha significado para ele.

O ensino-aprendizagem da leitura e da escrita com o Método Híbrido trabalha a consciência fonética, fonêmica e fonológica. A construção do conhecimento em língua portuguesa se dá de forma interdisciplinar com matemática e com tecnologia, mídia e informação, e de forma contextualizada com estudos da sociedade e da natureza onde são abordados temas relacionados à história, geografia, ciências, artes, cultura, cidadania, trabalho, tecnologia e outros.

 

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Parnamirim sediou o lançamento do projeto cultural Carrossel da Leitura.

O Projeto Carrossel da Leitura, lançado nesta quinta-feira, 21 de março, dia Mundial da Poesia, na Associação dos Moradores da Cohabinal, em Parnamirim, foi idealizado para fomentar o interesse pela leitura e estimular a circulação, apreciação e distribuição de obras de escritores potiguares.

Nas próximas edições serão contemplados os municípios de Natal, Ceará Mirim, Mossoró, Caicó, Macau e Pium.“O coração não cansa de dizer que, esses encontros, como o de hoje, são de alegrar a alma. A poesia toma conta, falando aqui dentro, tudo o que não há palavras para expressar.” Concluiu a professora Yona Nunes, mediadora de leitura da Escola Municipal Augusto Severo.

 A escolha do dia 21 de março, quando também se celebra o Dia Internacional da Síndrome de Down. “O carrossel está sendo um sonho realizado. Vejo no brilho do olhar dos educadores, das crianças e dos pais, a certeza de que o conhecimento liberta. Tenho fé que esse projeto escape das nossas mãos e ganhe o mundo,” ressaltou entusiasmado o escritor Junior Dalberto, um dos idealizadores do projeto.

Carrossel movimenta literatura regional

O projeto está contribuindo para o desenvolvimento social e a formação de leitores, estimulando a produção literária e cultural do Estado, com ações gratuitas na área da literatura. Todas as obras serão distribuídas durante a circulação do Carrossel. “Nós acreditamos no poder da leitura para o desenvolvimento do Estado e, é neste sentido, do despertar de leitores cidadãos, que sabem valorizar os talentos locais, que vamos trabalhar, concluiu Drika Duarte, escritora que irá participar de todas as edições do Projeto Carrossel da Leitura, patrocinado pela Cosern por meio da lei Djalma Maranhão.

Além dos escritores, as sete edições do projeto serão contempladas com a presença de dois contadores de histórias que farão a apresentação e leitura dos livros de 10 autores potiguares. Estudantes das escolas públicas receberão gratuitamente livros além de 10 Bibliotecas das Escolas Públicas dos Municípios que ganharão novo acervo. Ao todo, 1000 livros  serão distribuídos. 

Crédito das imagens: Luana Cavalcante

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Há uma tragédia silenciosa em nossas casas. Vale muito a pena ler o texto do psiquiatra Luís Rajos.

Recebi esse texto via whatsapp e refleti bastante sobre os índices que o médico publicou. A intenção é socializar com o maior número de pessoas a fim de promover uma consciência para que esse quadro mude.

Há uma tragédia silenciosa em nossas casas

Por: Luís Rajos Marcos
Médico Psiquiatra
Há uma tragédia silenciosa que está se desenvolvendo hoje em nossas casas e diz respeito às nossas joias mais preciosas: nossos filhos. Nossos filhos estão em um estado emocional devastador! Nos últimos 15 anos, os pesquisadores nos
deram estatísticas cada vez mais alarmantes sobre um aumento agudo e constante da doença mental da infância que agora está atingindo proporções epidêmicas:
As estatísticas:
• 1 em cada 5 crianças tem problemas de saúde mental;
• um aumento de 43% no TDAH foi observado;
• um aumento de 37% na depressão adolescente foi observado;
• um aumento de 200% na taxa de suicídio foi observado em crianças de 10 a 14 anos.
O que está acontecendo e o que estamos fazendo de errado?
As crianças de hoje estão sendo estimuladas e superdimensionadas com objetos materiais, mas são privadas dos conceitos básicos de uma infância saudável, tais como:
• pais emocionalmente disponíveis;
• limites claramente definidos;
• responsabilidades;
• nutrição equilibrada e sono adequado;
• movimento em geral, mas especialmente ao ar livre;
• jogo criativo, interação social, oportunidades de jogo não estruturadas e
espaços para o tédio.
Em contraste, nos últimos anos as crianças foram preenchidas com:
• pais digitalmente distraídos;
• pais indulgentes e permissivos que deixam as crianças “governarem o mundo”
e sem quem estabeleça as regras;
• um sentido de direito, de obter tudo sem merecê-lo ou ser responsável por
obtê-lo;
• sono inadequado e nutrição desequilibrada;
• um estilo de vida sedentário;
• estimulação sem fim, armas tecnológicas, gratificação instantânea e ausência
de momentos chatos.

O que fazer?
Se queremos que nossos filhos sejam indivíduos felizes e saudáveis, temos que acordar e voltar ao básico. Ainda é possível! Muitas famílias veem melhorias imediatas após semanas de implementar as seguintes recomendações:
• Defina limites e lembre-se de que você é o capitão do navio. Seus filhos se sentirão mais seguros sabendo que você está no controle do leme.
• Oferecer às crianças um estilo de vida equilibrado, cheio do que elas PRECISAM, não apenas o que QUEREM. Não tenha medo de dizer “não” aos seus filhos se o que eles querem não é o que eles precisam.
• Fornecer alimentos nutritivos e limitar a comida lixo.
• Passe pelo menos uma hora por dia ao ar livre fazendo atividades como: ciclismo, caminhadas, pesca, observação de aves/insetos.
• Desfrute de um jantar familiar diário sem smartphones ou tecnologia para distraí-lo.
• Jogue jogos de tabuleiro como uma família ou, se as crianças são muito jovens para os jogos de tabuleiro, deixe-se guiar pelos seus interesses e permita que sejam eles que mandem no jogo.
• Envolva seus filhos em trabalhos de casa ou tarefas de acordo com sua idade (dobrar a roupa, arrumar brinquedos, dependurar roupas, colocar a mesa, alimentação do cachorro etc.).
• Implementar uma rotina de sono consistente para garantir que seu filho durma o suficiente. Os horários serão ainda mais importantes para crianças em idade escolar.
• Ensinar responsabilidade e independência. Não os proteja excessivamente contra qualquer frustração ou erro. Errar os ajudará a desenvolver a resiliência e a aprender a superar os desafios da vida.
• Não carregue a mochila dos seus filhos, não lhes leve a tarefa que esqueceram, não descasque as bananas ou descasque as laranjas se puderem fazê-lo por conta própria (4-5 anos). Em vez de dar-lhes o peixe, ensine-os a pescar.
• Ensine-os a esperar e atrasar a gratificação.
• Fornecer oportunidades para o “tédio”, uma vez que o tédio é o momento em que a criatividade desperta. Não se sinta responsável por sempre manter as crianças entretidas.
• Não use a tecnologia como uma cura para o tédio ou ofereça-a no primeiro segundo de inatividade.
• Evite usar tecnologia durante as refeições, em carros, restaurantes, shopping centers. Use esses momentos como oportunidades para socializar e treinar cérebros para saber como funcionar quando no modo “tédio”.
• Ajude-os a criar uma “garrafa de tédio” com ideias de atividade para quando estão entediadas.
• Estar emocionalmente disponível para se conectar com crianças e ensinar-lhes autorregulação e habilidades sociais.
• Desligue os telefones à noite quando as crianças têm que ir para a cama para evitar a distração digital.
• Torne-se um regulador ou treinador emocional de seus filhos. Ensine-os a reconhecer e gerenciar suas próprias frustrações e raiva.
• Ensine-os a dizer “olá”, a se revezar, a compartilhar sem se esgotar de nada, a agradecer e agradecer, reconhecer o erro e pedir desculpas (não forçar), ser um modelo de todos esses valores.
• Conecte-se emocionalmente – sorria, abrace, beije, faça cócegas, leia, dance, pule, brinque ou rasteje com elas.

Via Setor de Psicologia  Colégio CEI (Romualdo Galvão)

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A Feira do Livro transforma Mossoró, de hoje até domingo, na capital literária do Brasil #feiradolivrodemossoro

Aberta hoje pela manhã, a Feira do Livro de Mossoró que completa sua 12ª edição com uma programação que movimentará a cidade até domingo, 21. Lançamentos de livros e cordéis, quadrinhos, apresentações culturais, prêmios, contação de histórias e palestras são algumas das atrações do evento que foi montado na Expocenter.

Mossoró sedia um dos maiores eventos literários do Nordeste.

Um dos destaques da feira, amanhã, às 19h,  será a palestra ‘Organize o seu tempo para a leitura’.
A ideia é levantar a discussão em torno da organização do tempo, foco/produtividade e como organizar livros e documentos.
Carolina é consultora especialista em organização profissional desde 2013, atuando em Natal e em várias cidades do Nordeste. Sua principal função como personal organizer é ajudar as pessoas a diminuir os problemas causados pela falta de tempo e espaço na organização dos ambientes de trabalho ou doméstico.
Graduada em Administração com foco em gestão de projetos, Carolina ampliou seus conhecimentos e técnicas com cursos de comunicação, decoração, teoria e metodologia organizacional.

Link da programação geral  http://migre.me/uHhTQ

Programação de hoje / Quarta-feira – 17/08

– 18:00 feira do livro
APRESENTAÇÃO CULTURAL: “AMOR LIDO AMOR”
Apresentação do Núcleo de Artes do IFRN Campus Mossoró
– 18:30
ENTREGA DO PRÊMIO NINÁ REBOUÇAS
– 19:00
ENTREGA DO IX PRÊMIO COSERN LITERATURA DE CORDEL
– 19:30
BATE-PAPO: O ROMANCE BRASILEIRO
Com João Gilberto Noll e Leila Tabosa

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Eu vou! Bora? @jovensescribas

Chegando convite. Vamos ver de perto esse Assuensse e as novidades da Ação Leitura 2016.
fialho

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Ferramentas para auxiliar o professor

Se você é professor do Ensino Fundamental ou Médio e ainda não conhece o Portal do Professor criado pelo MEC (Ministério da Educação), em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, visite ao  site  e confira as  ferramentas que podem facilitar  e dinamizar muito seu trabalho.

No portal tem sugestões de planos de aula,  mídias de apoio, notícias sobre educação e iniciativas do MEC ou até mesmo um plano de aula, participar de uma discussão ou fazer um curso. Vale a dica para você conhecer!

Via Canal do Ensino

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Educadora Noilde Ramalho está entre os cinco biografados da Coleção Presença

noildeA 8Editora lançará às 18h de hoje, na Academia de Norte-rio-grandense de Letras, a Coleção Presença. Cinco vultos que marcaram nosso estado fazem parte da coleção que terá as edições no estilo livro de bolso.

Confira os nomes e seus autores das publilcações.

Câmara Cascudo – pesquisador, historiador, etnógrafo, folclorista e um dos maiores símbolos da cultura brasileira. Reconhecido internacionalmente, é considerado como uma das maiores riquezas da literatura brasileira e um dos mais produtivos. Deixou uma obra intensa com destaque para o Dicionário do Folclore Brasileiro.

Ademilde Fonseca – é precursora do choro cantado no Brasil e considerada a melhor intérprete, a “Rainha do Choro”, a cantora de mil palavras por minuto, tento Tico-Tico no Fubá e Brasileirinho como duas das suas maiores interpretações. Alcançou fama em outros países também.

Noilde Ramalho – Como educadora, Noilde Ramalho fez do seu nome referência na educação potiguar. A Escola Doméstica, criada pelos ideais do Dr. Henrique Castriciano e fundada em 1914 foi exemplo para todo o país. Noilde dirigiu a Escola entre 1945 a 2010.

Augusto Severo – Inventor do Pax, balão dirigível, foi um dos mais importantes aeronautas da história. Mesmo depois do trágico acidente, suas ideias continuaram a influenciar aeronautas e pesquisadores da navegação aérea ao redor do mundo.

Januário Cicco – médico que dedicou sua vida às causas sociais. Idealizador da Maternidade Escola que leva seu nome, Dr. Januário Cicco, foi um humanista que fez do seu ofício a prática do bem ao próximo.

Os livros são editados e publicados em versão pocket, a ideia é atrair a atenção de um público que ainda desconheça a importância desses nomes para as artes, a história, a cultura e a ciência no Estado e são cobrados preços bem populares. Um título custará R$ 20,00, mas a coleção completa será vendida ao preço de R$ 80,00. De acordo com os idealizadores do projeto, José Correia, Ivan Júnior e Yasmine Lemos, a coleção não se fixará apenas em ensaios biográficos. A ideia é, periodicamente, serem lançadas coleções com outros temas como grandes acontecimentos, histórias de bairros, dentre outros fatos.

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Há esperança sim!

– Seu sonho?
– Quero ser professor! Diz Emanuel.
– Eu quero muito ser aquela pessoa que ajuda as outras a viver melhor, como é mesmo o nome? Responde ansiosa, Maria José.
– Voluntária.
– Você sabe que voluntária não recebe dinheiro?
– Não. Tanto faz! Para mim, o melhor é ajudar, quando crescer, quero ser isso mesmo.
Esse diálogo entre crianças de 9 a 12 anos, moradores do distrito rural de São Bento, renovou minha esperança em acreditar que, através da Educação, podemos sonhar com dias melhores. A conversa aconteceu durante uma visita minha a Serra de São Bento, onde descobri belezas locais e me deparei com uma escola cheia de encanto e esperança. Uma escola montada pelo sonho de Emanuel, um garoto de 12 anos, franzino, olhos grandes, bastante simples e muito observador.
Conheci Emanuel Luiz de Lima através de sua tia, dona Marinês Estevam, uma pequena comerciante do local, que confia, não só no tino comercial do menino, mas também já o admira pelo interesse que demonstra quando o assunto é educação. Os moradores dos sítios próximos estimulam seus filhos a frequentarem a escola de Emanuel e dão o apoio quando eles precisam, tão grande o comprometimento do aprendiz de professor.
O comportamento pelo qual ajuda a tia no atendimento aos clientes, me chamou a atenção, e começou aí uma emocionante história que escolhi para o dia de hoje em homenagem a todos os professores que sonham e teimam que esse mundo tem jeito.
A escola de Emanuel, é chamada assim até a escolha definitiva do nome, foi uma conquista. Uma casa de herança do avô paterno que ele conta com emoção quando sua família queria repartir ou vender, mas com seu apelo por fazer do espaço uma escola para mudar a vida dos primos e dos amigos em volta, sensibilizou os herdeiros.
A curiosidade falou alto e marquei de ver de perto essa casa e o que realmente acontecia por lá para manter o brilho naqueles olhos verdes, quando falava que era professor.
No horário marcado cheguei por lá, nada difícil, a poucos metros do chalé que estava hospedada. A acolhida foi emocionante. Fui recepcionada pela turma de cinco crianças, que já me esperavam para a visita. Percorri os vãos pequenos que precisam de uma melhoria, sem banheiro, sem conforto, sem energia, mas, ao entrar na sala de aula fui surpreendida. Improvisada, com quatro cadeiras bem desgastadas, o espaço conta com o som da campa que vem de um aparelho de micro-ondas quebrado. A estrutura de barro e tijolos de um do forno antigo à lenha abriga livros e brinquedos. A porta do armário quebrada virou uma lousa, mesmo o lápis teimando por não riscar, as cadeiras sem o amparo dos braços, não tiram o interesse de nenhum deles a reconhecer que ali eles podem sonhar em ter uma profissão.
Percebi os detalhes da organização das crianças em separar os ambientes. O material doado pela vizinhança é levado para a sala da bagunça. ‘De lá, só sai, depois de limpo e melhorado’, diz Maria José, super orgulhosa. Os encontros não acontecem só para fazer as tarefas do colégio, mas também para colorir, limpar o terreno, brincar e ler, além de Emanuel estimular à pesquisa nos exemplares dos didáticos já adquiridos através de doações. ‘Ainda são festejados os aniversários e também o são joão’, diz a diretora da escola Maria Gabriela da Silva de 14 anos, escolhida, pela idade, para gerenciar o espaço.
‘Não riscar, não gritar e não mentir’ fazem parte das regras gerais da boa convivência, diz Emanuel com uma moral para qualquer um ter inveja. E, exibindo alguns livros doados pelas professoras da Escola Municipal de Monte das Gameleiras, ele me apresenta os alunos: Lucas Gabriel, 9 anos; Maria Eduarda Estevam, 7 anos; Maria Carolina Estevam, 9 anos; Maria José Queiroz, 11 anos; e Maria Gabriela de 14 anos. “Ainda tem mais dois primos para participar, o convite já foi feito, estamos aguardando”, conta Emanuel.
E assim, no vale onde o vento sopra um vento frio e forte, vindo de Araruna-PB, entre os animais, vegetação rasteira e cheia de pedras gigantes, duas vezes por semana, é possível ver essa meninada reunida, brincando de ler e de aprender, que me fez sorrir e chorar diante de uma vida tão simples e com o emanuelturmajaneladesejo de voltar lá para levar os gibis e lápis prometidos.

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