A Feira do Livro transforma Mossoró, de hoje até domingo, na capital literária do Brasil #feiradolivrodemossoro

Aberta hoje pela manhã, a Feira do Livro de Mossoró que completa sua 12ª edição com uma programação que movimentará a cidade até domingo, 21. Lançamentos de livros e cordéis, quadrinhos, apresentações culturais, prêmios, contação de histórias e palestras são algumas das atrações do evento que foi montado na Expocenter.

Mossoró sedia um dos maiores eventos literários do Nordeste.

Um dos destaques da feira, amanhã, às 19h,  será a palestra ‘Organize o seu tempo para a leitura’.
A ideia é levantar a discussão em torno da organização do tempo, foco/produtividade e como organizar livros e documentos.
Carolina é consultora especialista em organização profissional desde 2013, atuando em Natal e em várias cidades do Nordeste. Sua principal função como personal organizer é ajudar as pessoas a diminuir os problemas causados pela falta de tempo e espaço na organização dos ambientes de trabalho ou doméstico.
Graduada em Administração com foco em gestão de projetos, Carolina ampliou seus conhecimentos e técnicas com cursos de comunicação, decoração, teoria e metodologia organizacional.

Link da programação geral  http://migre.me/uHhTQ

Programação de hoje / Quarta-feira – 17/08

– 18:00 feira do livro
APRESENTAÇÃO CULTURAL: “AMOR LIDO AMOR”
Apresentação do Núcleo de Artes do IFRN Campus Mossoró
– 18:30
ENTREGA DO PRÊMIO NINÁ REBOUÇAS
– 19:00
ENTREGA DO IX PRÊMIO COSERN LITERATURA DE CORDEL
– 19:30
BATE-PAPO: O ROMANCE BRASILEIRO
Com João Gilberto Noll e Leila Tabosa

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Eu vou! Bora? @jovensescribas

Chegando convite. Vamos ver de perto esse Assuensse e as novidades da Ação Leitura 2016.
fialho

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Ferramentas para auxiliar o professor

Se você é professor do Ensino Fundamental ou Médio e ainda não conhece o Portal do Professor criado pelo MEC (Ministério da Educação), em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, visite ao  site  e confira as  ferramentas que podem facilitar  e dinamizar muito seu trabalho.

No portal tem sugestões de planos de aula,  mídias de apoio, notícias sobre educação e iniciativas do MEC ou até mesmo um plano de aula, participar de uma discussão ou fazer um curso. Vale a dica para você conhecer!

Via Canal do Ensino

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Educadora Noilde Ramalho está entre os cinco biografados da Coleção Presença

noildeA 8Editora lançará às 18h de hoje, na Academia de Norte-rio-grandense de Letras, a Coleção Presença. Cinco vultos que marcaram nosso estado fazem parte da coleção que terá as edições no estilo livro de bolso.

Confira os nomes e seus autores das publilcações.

Câmara Cascudo – pesquisador, historiador, etnógrafo, folclorista e um dos maiores símbolos da cultura brasileira. Reconhecido internacionalmente, é considerado como uma das maiores riquezas da literatura brasileira e um dos mais produtivos. Deixou uma obra intensa com destaque para o Dicionário do Folclore Brasileiro.

Ademilde Fonseca – é precursora do choro cantado no Brasil e considerada a melhor intérprete, a “Rainha do Choro”, a cantora de mil palavras por minuto, tento Tico-Tico no Fubá e Brasileirinho como duas das suas maiores interpretações. Alcançou fama em outros países também.

Noilde Ramalho – Como educadora, Noilde Ramalho fez do seu nome referência na educação potiguar. A Escola Doméstica, criada pelos ideais do Dr. Henrique Castriciano e fundada em 1914 foi exemplo para todo o país. Noilde dirigiu a Escola entre 1945 a 2010.

Augusto Severo – Inventor do Pax, balão dirigível, foi um dos mais importantes aeronautas da história. Mesmo depois do trágico acidente, suas ideias continuaram a influenciar aeronautas e pesquisadores da navegação aérea ao redor do mundo.

Januário Cicco – médico que dedicou sua vida às causas sociais. Idealizador da Maternidade Escola que leva seu nome, Dr. Januário Cicco, foi um humanista que fez do seu ofício a prática do bem ao próximo.

Os livros são editados e publicados em versão pocket, a ideia é atrair a atenção de um público que ainda desconheça a importância desses nomes para as artes, a história, a cultura e a ciência no Estado e são cobrados preços bem populares. Um título custará R$ 20,00, mas a coleção completa será vendida ao preço de R$ 80,00. De acordo com os idealizadores do projeto, José Correia, Ivan Júnior e Yasmine Lemos, a coleção não se fixará apenas em ensaios biográficos. A ideia é, periodicamente, serem lançadas coleções com outros temas como grandes acontecimentos, histórias de bairros, dentre outros fatos.

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Há esperança sim!

– Seu sonho?
– Quero ser professor! Diz Emanuel.
– Eu quero muito ser aquela pessoa que ajuda as outras a viver melhor, como é mesmo o nome? Responde ansiosa, Maria José.
– Voluntária.
– Você sabe que voluntária não recebe dinheiro?
– Não. Tanto faz! Para mim, o melhor é ajudar, quando crescer, quero ser isso mesmo.
Esse diálogo entre crianças de 9 a 12 anos, moradores do distrito rural de São Bento, renovou minha esperança em acreditar que, através da Educação, podemos sonhar com dias melhores. A conversa aconteceu durante uma visita minha a Serra de São Bento, onde descobri belezas locais e me deparei com uma escola cheia de encanto e esperança. Uma escola montada pelo sonho de Emanuel, um garoto de 12 anos, franzino, olhos grandes, bastante simples e muito observador.
Conheci Emanuel Luiz de Lima através de sua tia, dona Marinês Estevam, uma pequena comerciante do local, que confia, não só no tino comercial do menino, mas também já o admira pelo interesse que demonstra quando o assunto é educação. Os moradores dos sítios próximos estimulam seus filhos a frequentarem a escola de Emanuel e dão o apoio quando eles precisam, tão grande o comprometimento do aprendiz de professor.
O comportamento pelo qual ajuda a tia no atendimento aos clientes, me chamou a atenção, e começou aí uma emocionante história que escolhi para o dia de hoje em homenagem a todos os professores que sonham e teimam que esse mundo tem jeito.
A escola de Emanuel, é chamada assim até a escolha definitiva do nome, foi uma conquista. Uma casa de herança do avô paterno que ele conta com emoção quando sua família queria repartir ou vender, mas com seu apelo por fazer do espaço uma escola para mudar a vida dos primos e dos amigos em volta, sensibilizou os herdeiros.
A curiosidade falou alto e marquei de ver de perto essa casa e o que realmente acontecia por lá para manter o brilho naqueles olhos verdes, quando falava que era professor.
No horário marcado cheguei por lá, nada difícil, a poucos metros do chalé que estava hospedada. A acolhida foi emocionante. Fui recepcionada pela turma de cinco crianças, que já me esperavam para a visita. Percorri os vãos pequenos que precisam de uma melhoria, sem banheiro, sem conforto, sem energia, mas, ao entrar na sala de aula fui surpreendida. Improvisada, com quatro cadeiras bem desgastadas, o espaço conta com o som da campa que vem de um aparelho de micro-ondas quebrado. A estrutura de barro e tijolos de um do forno antigo à lenha abriga livros e brinquedos. A porta do armário quebrada virou uma lousa, mesmo o lápis teimando por não riscar, as cadeiras sem o amparo dos braços, não tiram o interesse de nenhum deles a reconhecer que ali eles podem sonhar em ter uma profissão.
Percebi os detalhes da organização das crianças em separar os ambientes. O material doado pela vizinhança é levado para a sala da bagunça. ‘De lá, só sai, depois de limpo e melhorado’, diz Maria José, super orgulhosa. Os encontros não acontecem só para fazer as tarefas do colégio, mas também para colorir, limpar o terreno, brincar e ler, além de Emanuel estimular à pesquisa nos exemplares dos didáticos já adquiridos através de doações. ‘Ainda são festejados os aniversários e também o são joão’, diz a diretora da escola Maria Gabriela da Silva de 14 anos, escolhida, pela idade, para gerenciar o espaço.
‘Não riscar, não gritar e não mentir’ fazem parte das regras gerais da boa convivência, diz Emanuel com uma moral para qualquer um ter inveja. E, exibindo alguns livros doados pelas professoras da Escola Municipal de Monte das Gameleiras, ele me apresenta os alunos: Lucas Gabriel, 9 anos; Maria Eduarda Estevam, 7 anos; Maria Carolina Estevam, 9 anos; Maria José Queiroz, 11 anos; e Maria Gabriela de 14 anos. “Ainda tem mais dois primos para participar, o convite já foi feito, estamos aguardando”, conta Emanuel.
E assim, no vale onde o vento sopra um vento frio e forte, vindo de Araruna-PB, entre os animais, vegetação rasteira e cheia de pedras gigantes, duas vezes por semana, é possível ver essa meninada reunida, brincando de ler e de aprender, que me fez sorrir e chorar diante de uma vida tão simples e com o emanuelturmajaneladesejo de voltar lá para levar os gibis e lápis prometidos.

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