Fundação José Augusto celebra Dorian Gray a partir desta 5 feira no Museu Café Filho, em Natal.

A Fundação José Augusto abre nesta quinta-feira (30) no Museu Café Filho a exposição “Celebrando Dorian Gray”, organizada pela Sociedade Amigos da Pinacoteca, que como o nome sugere, homenageia um dos maiores nomes do modernismo das artes plásticas do Rio Grande do Norte: Dorian Gray, falecido em janeiro de 2017. Dois anos após sua partida, Natal tem a chance de se reencontrar com diversas fases de suas obras, que fazem parte do acervo da família, e algumas inéditas.

A curadoria foi feita pelos filhos de Gray, Dione e Adriano Caldas, e objetivou mostrar todo o domínio de técnicas, criações e pesquisas feitas pelo mestre. “São quadros que expressam a riqueza criativa do pintor com os sujeitos mais caros ao seu universo, tais como casarios, pescadores, barcos, marinas, beira rio, folclore, sempre ligado ao homem, ao seu tempo e a cultura”, afirmam.

Para o diretor geral da Fundação José Augusto, Crispiniano Neto, é uma honra para a FJA abrigar mais uma vez uma exposição de Dorian Gray, que prestigia não só toda sua genialidade de traços como também proporciona ao espectador mais uma chance de estar diante de suas obras que mantém seu legado vívido em cores e traços.

História

Dorian Gray, Newton Navarro e Ivon Rodrigues foram os pioneiros em se aventurar em traços modernistas no Estado, em meados do século passado. Em 1949, os três juntos, apresentaram a primeira exposição de arte moderna que a capital potiguar já vira. Na época foi um “choque” e um burburinho na cidade, acostumada com pintores que trabalhavam com o figurativismo clássico.

É o presidente do Conselho Estadual de Cultura e diretor da Sociedade Amigos da Pinacoteca, Iaperi Araújo quem lembra desse episódio: “A repercussão da exposição foi grande, mas as críticas negativas pelas distorções das obras, foram registradas nos jornais de Natal. Dorian era o menos figurativo dos três e isso chocou os intelectuais conterrâneos, afeitos as artes bem arrumadinhas e diletantes”.

Daquele momento em diante, sem dúvida, Dorian Gray foi um artista que passou a imprimir um estilo que se tornou conhecido e admirado além fronteiras do Estado e do Brasil, não só na pintura, como também na criação de tapetes, tendo ele criado um ponto original.

“Celebrando Dorian” é, portanto, uma homenagem póstuma, mas também um ponto de partida para demonstrar que embora não esteja mais vivo, sua obra e seu legado mantém sua arte viva, pulsante e inspiradora.

Museu Café Filho – Rua da Conceição, 42-90 – Cidade Alta, Natal

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Museu Egípicio itinerante está aberto para visitação no @Natal_Shopping. Réplicas de peças originais que se encontram em museus do mundo inteiro podem ser conferidas na exposição. #cultura

Já está aberto para visitação no Natal Shopping o Museu Egípcio Itinerante. São 200 réplicas de restos arquitetônicos, riquezas encontradas nas pirâmides, ruínas e túmulos, entre outras curiosidades e mistérios que encantam adultos, jovens e crianças. As peças imitam relíquias expostas nos museus do Cairo, Alexandria, Luxor, Louvre, Londres, Berlim e Vaticano.

A exposição está montada no piso L2 em frente à Loja Centauro e permanece até o dia 22 de agosto, seguindo o mesmo horário de funcionamento do mall, com entrada ao valor de R$ 10 (estudante) e R$ 20 (inteira). As visitas duram em média 50 minutos.

Entre as antigas civilizações, a história do Antigo Egito é a que mais chama a atenção e desperta o interesse de historiadores, curiosos e estudantes de todas as épocas. O Museu procura mostrar o que ficou durante milhares de anos escondido no meio das ruínas, sepultada nas areias, esquecida nas antigas escrituras que ninguém, até dois séculos atrás, sabia traduzir.

Através de uma linguagem acessível, é possível entrar no mundo dos Faraós e desbravar suas raízes e seu legado, que ainda tem influência no nosso tempo. No espetáculo de Som e Luz – disponível apenas para a visitação de escolas com horário previamente marcado -, as estátuas contam sua história, à medida que os estudantes são transportados ao passado. É uma maneira moderna de comunicação, que une o passado ao presente de forma clara, objetiva e dinâmica, facilitando a compreensão sobre a história do Antigo Egito.

O visitante poderá ver de perto réplicas de múmias, sarcófagos, estátuas de importantes faraós como Ramsés II, Tutmés III, Hatshepsut, Tutankhamon, rainhas Nefertiti, Cleópatra, Ty, Nefertary, deuses e deusas da antiga religião egípcia, Isis, Osiris, Anubis, Bastet, Seth e outros objetos funerários como joias, além da exposição de pinturas sobre papiros, milenar arte egípcia.

O Museu Itinerante já foi visitado por mais de um milhão de pessoas em toda a América do Sul. Além da visita interativa, também são oferecidas palestras de 30 minutos com a temática “O Egito antigo e suas principais inferências na atualidade”, além de demonstração sobre a criação do papiro.

O acervo é obra do artista plástico egípcio Essam Battal, idealizador do projeto, cujo trabalho permite à população de diversos países o conhecimento dessa fascinante civilização: os costumes, o povo, as crenças e realizações artísticas e arquitetônicas. Nascido no Egito, na cidade de Sharkia, e naturalizado no Brasil, Essam Battal, desde a infância, sempre demonstrou profunda inclinação para as artes plásticas.

Serviço:

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