A história de uma aposentada que encontrou no chocolate uma alternativa para viver.

Entre trufas e embalagens, para agradar clientes que desejam presentear com chocolates  nesse período natalino, que Edna Medeiros passa a maior parte do seus dias dando conta das encomendas.trufas

Essa foi a alternativa  que essa aposentada de 60 anos encontrou para preencher o tempo e ter uma renda extra.  Divorciada e mãe de duas filhas já encaminhadas na vida, ela conta que planejou um ano antes de se aposentar o que faria após o término de sua jornada de trabalho.

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Edna foi secretária de um colégio particular há mais de 25 anos, durante os dois turnos, além de ser funcionária pública numa escola no período noturno. Com esse ritmo de três expedientes e uma rotina bem intensa de responsabilidades, ela enxergou  o período de aposentadoria com muito cuidado para não entrar em depressão, a exemplo de outras pessoas.

Assim, ela viu em um sobrinho que produzia e vendia trufas para angariar recursos extras para uma viagem, uma alternativa na qual se identificou com o trabalho e, um ano antes de sair do colégio, já começou a a atividade, mesmo lentamente, para um ensaio e também para ir logo fazendo a clientela. E deu certo. Tem três anos que ela trocou o serviço burocrático das cadernetas pela formas de fazer a iguaria mais cobiçada do mundo.

O chocolate tem perfume de amor. As encomendas também trazem um bom papo e isso vai mantendo o negócio aquecido com novas amizades, diz ela que ainda conta com a ajuda da mãe de 92 anos. “O trabalho manual tem seu encanto e faz muito bem a mente”, finaliza Medeiros.caneca

Edna faz tudo na estrutura do próprio apartamento e conta com a ajuda valiosa de uma amiga de colégio, Arioene Dantas, ainda na ativa, mas que enxergou o negócio como uma maneira de reencontrar a amiga, e, sempre que pode, uma vez por semana, vai dar uma força na produção e coloca os assuntos em dia. “Isso me faz muito bem, a gente se dedica muito e passamos mais tempo no trabalho do que na própria casa, e faz muita falta, mesmo que seja cansativa a rotina, o ambiente do trabalho, faz falta” relata Arioene.

E assim, a cada festa comemorativa, ela cresce e reinventa outras possibilidades de agregar ao negócio, mesmo pequeno, com novidades, como a cesta de vinhos e também de café da manhã.

Trufas recheadas de vários sabores e chocolates recebem caixas e canecas decoradas e fazem a alegria de quem as recebem de presente.

Encomendas pelo contato 99817 4292

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Ponto Cruz! Um dos segredos de dona Hozana em chegar aos 91 anos de bem com a vida.

  Viver muito todos querem. Chegar bem é privilégio dos que se cuidam diariamente, sem exagero e com simplicidade.

Entre meadas de linhas, peças de bico bordado, uma máquina de costura e um pôster que emoldura a parede de um quarto com menos de três metros quadrados é o lugar onde vive  dona Hozana Soares de Medeiros, 91 anos,  feliz e grata a Deus por ainda conseguir bordar e fazer seus trabalhos manuais que, por algum tempo, serviu de renda extra para ajudar nas despesas de casa e hoje é o elixir de sua longevidade.20160830_152741

Natural de Montanhas, interior do Rio Grande do Norte, ela exibe com orgulho  seu quarto/ateliê, apesar de pequeno, cada coisa tem seu canto, e, em cada canto, uma marca de uma senhora simples e realizada com a vida.

Dona Hozana lembra com saudade de seu marido, João Marques, viúva há 30 anos. Eles vieram para Natal em 1960 para montar um comércio de variedades no Alecrim, a ‘Casa Marques’. “Trabalhamos muito e meu interesse pelos trabalhos manuais começou para ajudar nas despesas e também para presentear a família. Fazia cursos oferecidos pelos Clubes de Mães e vi que tinha talento” relata.

João era viúvo e pai de quatro filhos quando casou com Hozana e ainda tiveram sete filhos. Num total de 11 criados por ela  e hoje responsáveis pelos  30 netos e 15 bisnetos. Com um  sorriso de quem ainda tem uns 50 anos pela frente, ela afirma que a paciência é um dos segredos por celebrar mais de nove décadas de vida.  “Desejar o bem às outras pessoas também faz muito bem ao coração” completa a receita. Apesar de diabética, ela diz que isso não atrapalha em nada, mantém com controle e cuidado as taxas para não extrapolar. E assume “De vez em quando ainda provo um pedacinho de bolo, não como carne vermelha e as noites me rendo à uma coalhada”. Nunca se alimenta tarde e já fez muitos exercícios, dando preferência à hidroginástica que foi a última atividade.

Vaidosa, ela exibe o avesso de sua última encomenda, duas toalhas bordadas em ponto cruz com um acabamento perfeito, sem nenhum fio solto ou mal teravessominado e, quando recebe elogio, diz com simplicidade que é pela visão privilegiada, depois de ter feito a cirurgia de catarata.

As almofadas feitas de tranças de fitas de cetim expostas em seu sofá da sala é motivo para arrancar um sorriso  pela satisfação de ter enviado algumas peças para decorarem as casas de parentes na Itália, Rio Grande do Sul e em outros lugares de Natal.

Professora

A habilidade é referendada por Vancy Bezerra, costureira aposentada e vizinha de apartamento. Após descobrir  que dona Hozana fazia tão hozana e vancybem o bordado, pelo menos três vezes por semana ela vai ouvir as explicações  e as avaliações da ‘Mestra’. Perguntada pela ideia de ser professora nessa altura da vida, a idosa rir e responde com humildade “Ela é interessada e aprendeu muito rápido todos os pontos”, além da prosa regada a um bom café, as duas passam horas escolhendo pontos e linhas para começar o trabalho.

Mudança

Dona Hozana mora com a filha Edna Medeiros e uma das netas Gisely num prédio de vinte andares na Zona Sul de Natal. A família mudou de uma casa no bairro em Neópolis, espaço bem maior, mas por uma questão de segurança optou por cômodos menores. Elevador e a altura do prédio eram temidos pela filha por ser fatores que geralmente alteram o comportamento dos idosos. “Mas ela já está adaptada e não reclamou de nada” declara  Edna. A presença constante dos filhos e as visitas de amigos à dona Hozana, não deixaram-na ter saudades da outra moradia. O segredo da longevidade está também no desapego, na alegria e na disposição para as mudanças, ressalta.

Rotina

“Acordo cedinho e já vou rezar o terço. Depois tomo café e vou fazer meus trabalhos manuais. Procuro ativar o cérebro com pensamentos positivos, me concentro no que tenho para fazer, e é isso que me dá prazer. Tenho uma visão muito boa e isso ajuda muito” afirma.

“Gosto de sair, viajar e visitar meus filhos, netos e sobrinhos e, quando preciso comprar os pertences para produzir meus trabalhos, chamo por um  filho para me levar no Alecrim, faço questão de escolher tudo” relata a senhora que, entre um clique e outro, vai contando suas lembranças.

Sempre de bom humor e animada para as festas em família, ela mostra, em seu aparelho celular, as fotos tiradas no final de agosto, no casamento da sobrinha. A imagem com os noivos, mostra o bom gosto para se vestir e a satisfação de estar presente nas celebrações em família.  D. Hozana faz questão de comparecer a todos os convites que recebe e também ajuda  na decoração quando é solicitada A próxima já tem data marcada. O aniversário de dos dois anos de sua bisneta será em outubro e as lembrancinhas das mesas já estão a todo vapor.20160830_153109

Mas, as encomendas são poucas, o ritmo é outro e, como a família cresceu muito, o sorteio foi a solução encontrada para satisfazer a todos.  Exemplo disso, no dia dos pais, bordou uma toalha e  sorteou entre os filhos.

Vida

Dona Hozana teve dificuldades em sua vida, perdeu um filho e enfrentou outros problemas inerentes a quem está vivo, mas o recado dado pela entrevistada é bastante claro, a resiliência frente à cada provação, sem dúvida, vem da fé em Deus e do equilíbrio emocional. Não adianta perder a calma e nem complicar. Bons hábitos alimentares, exercícios físicos e mentais também levam à uma boa qualidade de vida.

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